Economia

Taxa de desemprego na OCDE cai para 7,1% em outubro

Thilo Schmuelgen

São menos duas décimas, mantendo a tendência descendente desde o pico em maio.

A taxa de desemprego na OCDE caiu para 7,1% em outubro, menos duas décimas, mantendo a tendência descendente desde o pico em maio, mas ainda cerca de dois pontos percentuais acima do nível antes da crise da covid-19.

Num comunicado divulgado, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) salientou que as recentes quedas do desemprego "devem ser interpretadas com cautela", uma vez que refletem principalmente o regresso ao trabalho de pessoas nos Estados Unidos ou no Canadá que tinham sido temporariamente despedidas nos primeiros meses da crise.

A organização acrescentou que na maioria dos outros países as pessoas que estão em 'lay-off' (desemprego parcial) não são consideradas desempregadas.

Em outubro, a maior queda na taxa de desemprego em termos relativos foi nos Estados Unidos, com um ponto percentual para 6,9%, longe do máximo de 13,3% observado em maio, mas também da taxa de 3,5% verificada no quarto trimestre de 2019.

Na zona euro, a percentagem de desempregados na população ativa caiu uma décima para 8,4%, que também é inferior ao pico de 8,7% em julho, mas superior à taxa de 7,3% verificada no primeiro trimestre do ano.

Os países da OCDE com maiores taxas de desemprego em outubro foram a Colômbia (16,3%, apesar de uma queda de três face a setembro) e Espanha (16,2%, uma queda de uma décima).

A OCDE sublinha que faltam dados atualizados para a Grécia, que tinha uma taxa de desemprego de 16,8% em agosto.