Economia

TAP. Plano de reestruturação prevê apoio do Estado de 970 milhões em 2021 

Rafael Marchante

Plano foi entregue esta quinta-feira em Bruxelas.

O Governo entregou esta quinta-feira a proposta do plano de reestruturação da TAP à Comissão Europeia. No plano, o Executivo prevê que a TAP venha a precisar de um apoio do Estado de 970 milhões de euros em 2021.

Num comunicado enviado às redações, os Ministérios das Finanças e das Infraestruturas afirmam que o documento "incorpora uma transformação significativa da operação da TAP, de forma a garantir a viabilidade e sustentabilidade da companhia no médio prazo".

"Esta reestruturação engloba medidas de melhoria da eficiência operacional, um redimensionamento da frota e de redução das despesas com pessoal."

A proposta será agora discutida conjuntamente entre o Governo e a Comissão Europeia.

O comunicado adianta ainda que o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e o secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz, vão dar uma conferência de imprensa, esta sexta-feira, para explicar em detalhe o plano de reestruturação.

TAP vai cortar até 300 milhões de euros por ano com salários

A TAP tem de cortar até 300 milhões de euros por ano com salários.

A estimativa faz parte da síntese do plano de reestruturação, a que a SIC teve acesso, e que prevê também um corte de 25% nos salários a partir de uma garantia mínima. O que significa que apenas parte das remunerações vão sentir a redução, que será sempre superior no caso dos salários mais elevados.

O prazo para entregar o plano de reestruturação em Bruxelas termina esta quinta-feira. Mesmo com cortes salariais e despedimentos, a empresa vai precisar de mais dinheiro público. 3,2 mil milhões de euros até 2024.

Os trabalhadores da TAP terão reduções salariais de 25%, no âmbito do plano de reestruturação, ficando isentas de corte as remunerações base até 900 euros, informou esta quinta-feira o Conselho de Administração, numa carta a que a Lusa teve acesso.

"Todos sabem da necessidade de adequar os salários à realidade atual, o que implica reduções salariais de 25%", lê-se na carta enviada esta quinta-feira aos trabalhadores, último dia do prazo para o Governo entregar o plano de reestruturação à Comissão Europeia.

Contudo, "como sempre nos comprometemos a fazer, tentamos reduzir o impacto social desta medida e queremos informar que o montante mínimo (garantia mínima) acima do qual incidirá a redução salarial anunciada, será de 900 euros, considerando para o efeito o vencimento base", segundo o presidente do Conselho de Administração, Miguel Frasquilho, e o presidente da Comissão Executiva, Ramiro Sequeira.