Economia

Frasquilho diz que ajuda estimada à TAP terá impacto "positivo muito forte" na economia até 2030

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MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

O presidente do Conselho de Administração da TAP foi ouvido na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP, disse esta terça-feira que a ajuda pública à companhia estimada até 2024 terá um impacto positivo na economia cerca de duas a três vezes superior até 2030.

"A ajuda pública estimada até 2024 terá um impacto positivo na economia cerca de duas a três vezes superior até 2030, portanto, é um impacto positivo muito forte, que se verificará em todas as vertentes", afirmou Miguel Frasquilho, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito dos requerimentos apresentados pelo PSD e pela Iniciativa Liberal.

"A opção de deixar cair a TAP teria um custo fortíssimo para a nossa economia. [...] Aquilo de que a TAP necessita até 2024 e o retorno que será gerado para a economia será muitíssimo superior a esse investimento que já está a ser feito pelos portugueses", reiterou.

Também Ramiro Sequeira foi ouvido esta terça-feira pelo Parlamento. O Presidente da Comissão Executiva da TAP garante que não haverá mais negociações com os sindicatos sobre o Acordo de Emergência.

Sequeira diz que a companhia aérea está com quebras de 93% e que tem de reduzir os custos com trabalhadores e fornecedores, o que justifica a aplicação do Regime Sucedâneo.

Pilotos dizem que acordo de emergência é inaceitável

Um grupo do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil diz que o acordo de emergência da TAP é inaceitável e apresentou uma alternativa. Estão contra os cortes salariais, que serão de 50% em 2021 e vão até aos 35% em 2024.

Na alternativa apresentada defendem 18 medidas como cortes de 25% nos ordenados acima dos 1.330 euros até 2024 ou a implementação do trabalho a tempo parcial. Pedem ainda garantias para quando a empresa recuperar.

Querem que as primeiras contratações da TAP sejam os pilotos transferidos para a Portugália, em seguida os que foram despedidos e por último os que estavam em formação.

Entre os 60 pilotos que assinam a proposta e que acusam o sindicato de não ter vontade negocial está Jaime Prieto, ex-presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.

Caso não haja acordo entre Sindicatos e TAP, o Governo já fez saber que vai avançar com o regime sucedâneo que permite mais despedimentos e cortes mais profundos nos salários, sem a aprovação de sindicatos.

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