Economia

Trabalhadores do Dia/Minipreço em greve no sábado por aumentos salariais

Sergio Perez

A decisão foi tomada após uma reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

Os trabalhadores dos supermercados Dia/Minipreço vão estar em greve este sábado, em todo o país, reivindicando aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

A decisão foi tomada após uma reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) e a direção de recursos humanos da Dia Portugal, na qual foi discutido o caderno reivindicativo dos trabalhadores.

De acordo com o sindicato, a empresa registou um aumento de 7,6% nas vendas em 2020 que, no entanto, não se refletiu na subida dos salários e de outras matérias pecuniárias.

"Além de não dar qualquer resposta a 90% das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, de informar claramente que não existe espaço para qualquer aumento no subsídio de refeição, que não está disponível para corrigir as discriminações salariais que existem entre trabalhadores com a mesma categoria profissional e antiguidade, a Dia Portugal limitou-se a anunciar a aplicação de uma tabela interna que irá diferenciar os últimos seis níveis da tabela salarial", adiantou à Lusa, na altura, o dirigente do CESP, Francisco Duarte.

Apesar de, na reunião, não terem sido divulgados os valores em causa, o sindicato estima que se tratem de ganhos médios de 2,5%, o que se traduz em subidas de 10,47 euros para cerca de mil trabalhadores, num universo de mais de 3.500.

Do caderno reivindicativo faz também parte a fixação do subsídio de alimentação nos 7,30 euros por dia, a redução do horário semanal para 39 horas e a criação de um subsídio de 10% do salário mínimo para todos os que trabalhem em temperaturas controladas.

"Apelamos a que todos se mobilizem para uma grande ação de luta nacional dos trabalhadores da Dia Portugal, no dia 03 de abril de 2021, com greves e piquetes em todo o país, numa forte manifestação pela dignidade dos trabalhadores", lê-se na nota do CESP, divulgada após a reunião.