Economia

Fim dos telemóveis LG sem despedimentos em Portugal

O LG Wing foi o último e inovador aparelho da marca que perdeu dinheiro, sobretudo nos topo de gama

LG

A LG Electronics vai sair do negócio dos telemóveis.

É oficial: depois de algumas hesitações e desmentidos, a LG Electronics vai sair do negócio dos telemóveis.

Ainda o número 3 em vendas nos EUA, a divisão de telemóveis do gigante sul-coreano tem vindo a acumular prejuízos. A marca chegou a ser o terceiro maior vendedor mundial de telemóveis, mas não tem sabido travar a queda desde 2013.

Nos últimos seis anos, acumulou prejuízos de 4,5 mil milhões de dólares o que obviamente se reflete nos resultados do grupo que, mesmo assim, apresenta lucros. A empresa decidiu agora parar a produção e venda de aparelhos a 31 de julho, até lá deve tentar vender o que já produziu.

Em Portugal, a marca já afirmou que vai manter as garantias e a manutenção legal de todos os equipamentos, mantendo durante dois anos as atualizações de segurança e de sistemas operativos.

A nível internacional, as fábricas de telemóveis no Brasil, Índia e Vietname irão converter os 3700 trabalhadores para o fabrico de outros equipamentos. A LG comunicou que tenciona transferir meios para as suas áreas de “componentes de automóveis elétricos, dispositivos conectados, smart houses, robótica, inteligência artificial e soluções B2B, como plataformas e serviços”.

Outras decisões serão tomadas a nível local. Em Portugal também não serão despedidos os poucos funcionários, que passarão para outras áreas do grupo.