Economia

Insolvências aumentam 16,1% no 1.º semestre, constituições de novas empresas sobem 14,2%

Alexander Spatari/GettyImages

Ações de insolvência totalizaram 2.806 no primeiro semestre, mais 389 do que no ano passado.

As ações de insolvência aumentaram 16,1% no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2020, e as constituições acumulam um crescimento de 14,2%, segundo dados divulgados pela Iberinform esta quinta-feira.

As ações de insolvência totalizaram 2.806 no primeiro semestre, mais 389 do que no ano passado.

Ainda no que respeita às insolvências, e analisando apenas o mês de junho, foi registado um decréscimo de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, para um total de 432 insolvências, menos 52, "o que poderá traduzir uma tendência de decréscimo deste indicador", de acordo com a Iberinform.

Por tipologia de ação, o semestre fechou com um aumento de 24% nas Declarações de Insolvência Requeridas (DIR) por terceiros, enquanto as Declarações de Insolvência Apresentadas (DIA) pelas próprias empresas diminuíram 4,1%.

Os encerramentos com plano de insolvência aumentaram 43,7% face a 2020, evoluindo de 23 para um total de 33.

No período em análise, foi declarada a insolvência de um total de 1.683 empresas, o que corresponde ao encerramento de mais 295 processos que no período homólogo de 2020 (+21,2%).

Por regiões

Porto e Lisboa são os distritos com os valores mais elevados, 697 e 652 insolvências, respetivamente, com aumentos de 33,9% e de 15,4%.

Seis distritos apresentam uma diminuição nas insolvências: Horta (-66,7%), Angra do Heroísmo (-58,8%), Bragança (-45%), Faro (-30,1%), Santarém (-22,6%) e Beja (-18,8%).

Já os aumentos mais significativos verificaram-se nos distritos de Vila Real (+141,7%), Guarda (+64,3%), Castelo Branco (+38,9%), Lisboa (+33,9%), Portalegre (+33,3%) e Coimbra (+32,3%).

Na Madeira, houve uma subida de 26,3% face a 2020 e em Porta Delgada o incremento situou-se nos 10%.

Por setores

Por setores, os aumentos mais significativos registaram-se nas atividades de Eletricidade, Gás, Água (+150%), Telecomunicações (+133,3%), Hotelaria e Restauração (+76,6%) e Indústria Extrativa (+75%).

No setor da Construção e Obras Públicas, as insolvências cresceram 27,1%, enquanto o Comércio de Veículos teve um aumento de 14,6% face ao ano passado.

A Indústria Transformadora foi uma das áreas de atividade onde o aumento das insolvências foi mais reduzido (+3,5%), tal como o setor do Comércio a Retalho (+2%).

Apenas o setor dos Transportes diminuiu o número de insolvências, com uma queda de 9,3% face ao mesmo período do ano passado.

Constituições

No que respeita às constituições, no primeiro semestre foram criadas 20.868 novas empresas, mais 2.599 do que no ano passado.

O número de constituições mais significativo verifica-se em Lisboa, com 6.269 novas empresas, e no Porto, com 3.843 constituições (acréscimos de 8,9% e 14%, respetivamente).

As constituições aumentaram em todos os distritos com as subidas mais significativas a registarem-se em Bragança (+83%), Horta (+74,2%), Madeira (+64,6%), Beja (+29,8%), Guarda (+27,9%), Angra do Heroísmo (+ +26,8%) e Leiria (+25%).

Por setores, apenas os Transportes apresentam um decréscimo de 36,3% face a 2020.

Todos os outros setores de atividade veem crescer o número de novas empresas constituídas com os aumentos mais significativos a verificarem-se nas atividades de Indústria Extrativa (+72,7%), Comércio a Retalho (+42,6%), Agricultura, Caça e Pesca (+34,3%), Telecomunicações (+21,4%) e Construção e Obras Públicas (+20,6%).

O setor da Hotelaria e Restauração teve "um aumento modesto" de 3%, enquanto a Indústria Transformadora apresenta um incremento de 2,7%.