Economia

Governo propõe diploma para controlar aumentos do preço dos combustíveis

Ministro do Ambiente fala em crescimento duvidoso. 

O ministro do Ambiente propôs esta quarta-feira um diploma para controlar o aumento do preço dos combustíveis.

João Matos Fernandes explica que a proposta permite ao Governo atuar sobre as margens de comercialização dos combustíveis e evita subidas duvidosas.

Subida dos combustíveis deve-se mais à subida do preço petróleo e às margens brutas

A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) atribui a subida do preço dos combustíveis, em máximos de dois anos, mais ao aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que ao aumento da fiscalidade.

A entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis realizou uma análise à evolução dos preços e concluiu que "os preços médios de venda ao público estão em máximos de dois anos, em todos os combustíveis", subida que "é mais justificada pelo aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que pelo aumento da fiscalidade".

Citando o estudo "Análise da Evolução dos Preços de Combustíveis em Portugal", a entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis conclui que, "durante os meses críticos da pandemia, os preços médios de venda ao público desceram a um ritmo claramente inferior à descida dos preços de referência", o que significa que "as margens dos comercializadores atingiram, assim, em 2020, máximos do período em análise".