Economia

CGTP promete intensificar a luta após três semanas e meia de protestos

MANUEL DE ALMEIDA

A secretária-geral da CGTP afirma que o Governo e as empresas de continuam a ignorar os problemas dos trabalhadores e a manter o modelo de baixos salários, precariedade e bloqueio da contratação coletiva.

A CGTP termina esta quinta-feira uma jornada de luta de três semanas e meia, com uma manifestação em Lisboa, e pretende continuar os protestos até agosto em defesa de melhores condições de vida e de trabalho.

"Os trabalhadores manifestaram total disponibilidade para lutarem por respostas às suas reivindicações e apesar desta jornada nacional de luta terminar hoje [quinta-feira] muitos quiseram marcar ações de protesto para os próximos dias, até ao final de julho ou no inicio de agosto, o que quer dizer que teremos de intensificar a luta", disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

A CGTP iniciou a 21 de junho uma jornada de luta que contou com a participação de "centenas de milhares de trabalhadores" em centenas de protestos, entre plenários, greves e concentrações em todos os setores e regiões do país.

Isabel Camarinha percorreu o país e participou em dezenas de iniciativas e testemunhou a determinação dos trabalhadores que exigem "a valorização dos salários e das carreiras, o desbloqueio da contratação coletiva, a regulação e redução dos horários de trabalho e a revogação das normas gravosas da legislação laboral".

"Tivemos centenas de milhares de trabalhadores em ações muito generalizadas, desde plenários, greves e concentrações, em todos os setores e pontos do país e continuaremos, para mostrar a indignação dos trabalhadores pela falta de resposta às suas reivindicações", disse a secretária-geral da CGTP.

Segundo a sindicalista, o Governo e as empresas continuam a ignorar os problemas dos trabalhadores e a manter o modelo de baixos salários, precariedade e bloqueio da contratação coletiva.

"Não colocámos nada de novo, em termos de reivindicações, mas colocámos a ação nas empresas e locais de trabalho, porque os trabalhadores estão indignados por verem os seus salários serem engolidos pelo salário mínimo, devido a anos consecutivos sem aumentos, por não terem qualquer valorização das carreiras", explicou a líder da Inter.

Isabel Camarinha considerou ainda que "o Governo não está a cumprir o seu papel, pois deveria intervir mais para garantir o direito à negociação coletiva, o que resolveria alguns problemas do país, nomeadamente reduzir a pobreza dos trabalhadores" .

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