Economia

Greve da Groundforce no fim de julho não deverá realizar-se 

Governo preparado para mudança de acionista.  

A greve na Groundforce, agendada para os dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto, parece, para já, suspensa, depois de a TAP ter decidido pagar o subsídio de férias e as anuidades em atraso aos trabalhadores da empresa de handling.

No entanto, a instabilidade da empresa não está resolvida.

Para viabilizar a Groundforce, o Governo diz que está preparado para fazer o que for preciso, garantindo a mudança de acionista, caso não se concretize a venda dos 50,1% das ações detidas pelo Montepio.

Há também um interessado em comprar a companhia: o antigo presidente executivo, destituído há dois meses em rutura com os donos da empresa.

Paulo Neto Leite diz acreditar na viabilidade da Groundforce e na capacidade de adaptação, apesar da divida.

Depois de um fim de semana de greve, com prejuízos para o setor do turismo, em comunicado, a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo congratulou-se com o desanuviamento da situação conflitual na Groundforce, mas salientou a "urgência de um acordo global entre as partes".

A garantia dada por Pedro Nuno Santos, na terça-feira, no Parlamento, de que a solução para o problema já está a ser desenhada, aumentou as expectativas dos trabalhadores da empresa de handling. O ministro das Infraestruturas disse que o subsídio de férias e o salário de julho seriam pagos.

Desde 15 de julho, os trabalhadores da Groundforce também cumprem uma greve às horas extraordinárias, que só termina a 31 de outubro.

A greve teve um impacto forte na gestão dos aeroportos nacionais. No fim de semana afetou cerca de 650 de voos.