Economia

Lucros do Bankinter em Portugal crescem 50% no primeiro semestre

O resultado da sucursal portuguesa do espanhol Bankinter registou nos primeiros seis meses do ano lucros antes de impostos de 26 milhões de euros, mais 50% do que em igual período de 2020. A casa mãe registou um resultado líquido recorrente de 244,5 milhões, mais 124% que em igual período de 2020, excluindo a mais valia com a operação de seguros Linea Direta.

A operação do grupo espanhol em Portugal "registou uma dinâmica muito positiva", durante o primeiro semestre do ano lê-se no comunicado divulgado esta quinta-feira na Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) espanhola que revela os lucros do grupo.

O contributo de Portugal para os resultados foi de 26 milhões de euros, com todas as rubricas em crescimento, nomeadamente a margem dos juros, que subiu 7%, e o aumento de 19% dos recursos de clientes, que ascenderam a 5500 milhões.

Os resultados do grupo Bankinter ascenderam a 1140 milhões de euros no primeiro semestre incluindo uma mais-valia realizada com a operação de seguros, Linea Direta.

Sem este resultado extraordinário os lucros recorrentes atingiram os 224,5 milhões de euros, ou seja mais 124% face a igual período de 2020. A mais-valia registada depois de impostos, segundo informação do Bankinter, ascendeu a "895,7 milhões de euros, resultantes da diferença entre o valor contabilístico da Linea Direta e o valor de mercado a que esta companhia foi colocada em bolsa, no passado dia 29 de abril".

Na operação em Portugal o resultado antes de impostos ascendeu a 26 milhões de euros, o que correspondeu a mais 50% do que em junho de 2020.

Segundo informação divulgada a carteira de crédito do Bankinter Portugal cresceu 6,8% para 6800 milhões de euros.

A dinâmica do negócio em Portugal registou resultados positivos em várias rubricas da conta de resultados. A margem de juros aumentou 7%, a margem bruta cresceu 15%, incrementada pelas comissões líquidas, que registaram um "desempenho extraordinário", e a margem antes de provisões cresceu 33%.

Também os recursos de clientes registaram um desempenho positivo no primeiro semestre do ano ao crescer 19% para 5500 milhões de euros, assim como os recursos geridos fora de balanço, que crescem 14%, atingindo os 3900 milhões de euros.

Segundo a nota divulgada esta quinta-feira, o grupo Bankinter "mantém, no final do primeiro semestre de 2021, a tendência de crescimento do negócio recorrente já registada durante o primeiro trimestre do ano, ultrapassando com sucesso as dificuldades ainda não resolvidas de um enquadramento económico que continua afetado pelos efeitos da pandemia".

O banco refere ainda que "esta dinâmica da atividade comercial, onde à boa evolução das linhas tradicionais se soma o sucesso dos novos negócios e geografias, resulta em melhorias em todas as rubricas da conta de resultados, rácios, dados do balanço, bem como do resultado líquido alcançado no período em análise".

O grupo espanhol faz ainda questão de sublinhar que a rentabilidade dos capitais próprios (ROE) melhorou. É agora, no primeiro semestre de 2021, de 9,5%, e compara com 7,6% do primeiro semestre de 2020, um "valor que tinha sido impactado por via da realização de maiores provisões extraordinárias", qual exclui a mais-valia da Linea Direta.

No que diz respeito à solvência "mantém-se em níveis ótimos, com um rácio de capital CET1 fully loaded de 12,2%, muito superior ao exigido pelo BCE, que é de 7,68%"

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