Economia

Défice das contas públicas aumenta face a 2020. Receita fiscal volta a crescer

MANUEL DE ALMEIDA

A culpa deste agravamento do défice das administrações públicas, dizem as Finanças, é da terceira vaga da pandemia.

O défice orçamental do Estado aumentou no primeiro semestre para os 7,06 mil milhões de euros, na ótica de contabilidade pública, segundo comunicado de imprensa do Ministério das Finanças, divulgado esta segunda-feira, com uma subida de 150 milhões de euros face ao semestre homólogo.

A culpa deste agravamento, diz o ministério liderado por João Leão, é da terceira vaga da pandemia, que obrigou a restrições de movimento e ao encerramento temporário de milhares de negócios.

Contudo, segundo as Finanças, a receita fiscal e contributiva deixou de recuar e cresceu 3,9%, num prenúncio da recuperação económica futura, sublinham os especialistas orçamentais.

Segundo o Ministério, "a despesa primária apresentou um crescimento de 5,7%, refletindo as medidas extraordinárias de apoio à economia. Já a receita registou um crescimento de 4,6%, em resultado do desconfinamento no período mais recente e também do efeito base associado aos impactos negativos do confinamento no período homólogo".

A despesa em medidas extraordinárias de apoio às empresas e famílias foi de 3,8 mil milhões de euros, "ultrapassando o valor executado em todo o ano de 2020", de 3,6 mil milhões de euros, segundo o Ministério.

Os pagamentos feitos pela Segurança Social relativos à Covid-19 foram de 1,3 mil milhões de euros, "ultrapassando significativamente o valor orçamentado para 2021 (776 milhões de euros) e representando cerca de 82% do total executado em todo o ano de 2020".

Já os apoios a empresas a fundo perdido totalizaram os 1,93 mil milhões de euros, "ultrapassando em mais de 500 milhões de euros a execução de todo o ano de 2020", de 1,41 milhões de euros, segundo as Finanças.