Economia

Lucro da Jerónimo Martins sobe 79% no primeiro semestre

A retalhista apresentou um lucro de 186 milhões de euros num semestre marcado pela atenuação das restrições relativas à pandemia.

A Jerónimo Martins apresentou um resultado líquido de 186 milhões de euros no primeiro semestre de 2021, uma subida de 78,9% face ao semestre homólogo, numa recuperação face à quebra verificada no início do ano passado com o espoletar da pandemia do Covid-19.

No comunicado enviado esta quarta-feira à CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a retalhista portuguesa adianta que confirma as perspetivas para o ano de 2021 apresentadas a 3 de março que apontam para um investimento total de 700 milhões de euros na expansão das insígnias Pingo Doce e Recheio (Portugal), Ara (Colômbia) e Biedronka (Polónia). É na cadeia de lojas polaca que deverá ser investido 60% deste valor, detalha a retalhista.

O EBITDA, ou resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações, subiu 12,6% face ao semestre homólogo, para os 715 milhões de euros. O volume de vendas e prestações de serviços aumentou 6,3% face aos seis primeiros meses de 2020, para os 9,9 mil milhões de euros. Já os custos operacionais tiveram um aumento homólogo de 1,6%, para os 1,4 mil milhões de euros.

Em termos homólogos, as vendas like-for-like, ou vendas comparáveis, da insígnia Biedronka - que representa 70% da faturação da Jerónimo Martins - cresceram 7,7%, ao passo que as da cadeia de supermercados Pingo Doce subiram 2,6%. Na Colômbia, a insígnia Ara viu as vendas comparáveis subirem 12,6%.

No primeiro semestre, a Jerónimo Martins contava com 3.154 lojas da insígnia Biedronka, 273 da cadeia de produtos de beleza e higiene Hebe, 456 do Pingo Doce, 42 da grossista Recheio e 704 da colombiana Ara. Apenas a Biedronka encerrou lojas, num total de 14, no primeiro semestre.

"Todas as nossas insígnias apresentaram um promissor primeiro semestre em 2021 que compara com um período difícil em 2020, quando o desempenho operacional foi penalizado pelo iniício da pandemia, principalmente no segundo trimestre. Ainda assim, o dinamismo e competitividade dos nossos modelos de negócio resultaram num forte desempenho de vendas e na melhoria da rentabilidade nos primeiros seis meses do ano", resume a retalhista em comunicado.