Economia

Lucros da Amazon sobem 48% para 7,8 mil milhões de dólares no segundo trimestre

Michel Spingler

Segundo a eMarketer, em 2021, as vendas mundiais da plataforma vão aumentar mais de 26%, para 626,6 mil milhões de dólares, o que corresponde a 12,7% do mercado global de comércio eletrónico.

A Amazon apresentou um lucro de 7,8 mil milhões de dólares (6,6 mil milhões de euros) no segundo trimestre, mais 48% do que há um ano, graças ao comércio em linha e à nuvem ('cloud').

Não obstante, este conglomerado tecnológico estava a baixar 6,85% nas transações depois do fecho de Wall Street, o que estava a ser atribuído a um volume de negócios de 113 mil milhões de dólares, o qual, apesar de corresponder a uma subida de 27%, foi inferior em dois mil milhões às expectativas dos analistas.

Durante o último trimestre, a Amazon beneficiou do seu 'Prime Day', uma operação promocional anual que dura dois dias no seu sítio na internet e se destina aos assinantes da sua fórmula Prime, que inclui entregas gratuitas em 24 horas e outras vantagens.

"Em 20 países, os assinantes Prime gastaram mais e economizaram mais durante este 'Prime Day' do que durante qualquer outro anterior, comprando 250 milhões de produtos", afirmou o grupo de Seattle, no seu comunicado com os resultados.

Segundo a eMarketer, em 2021, as vendas mundiais da plataforma vão aumentar mais de 26%, para 626,6 mil milhões de dólares, o que corresponde a 12,7% do mercado global de comércio eletrónico.

Estes saldos aproveitaram a revendedores terceiros, adiantou a empresa, que é acusada regularmente de esmagar a concorrência.

Procurador de Washington lança investigação contra a Amazon

No final de maio, o procurador da capital dos EUA, Washington, lançou uma investigação contra a Amazon, que acusa de impedir os comerciantes de venderem os seus produtos menos caros no seu sítio.

Estas pressões políticas e as críticas recorrentes de associações por causa das condições de trabalho nos seus entrepostos não afetaram o seu sucesso comercial.

Por outo lado, a Amazon adquiriu no final de maio o quase centenário estúdio Metro-Goldwyn-Mayer, em Hollywood, por 8,45 mil milhões de dólares. Este catálogo vai-lhe permitir enriquecer consideravelmente o Prime Video, que está incluído na assinatura.

O apetite pela 'cloud' também não diminuiu, mesmo com o levantamento progressivo das restrições sanitárias, graças às necessidades das empresas em armazenagem e tratamento informático dos dados.

A AWS, a divisão da 'cloud' da Amazon, líder mundial do setor, apresentou 14,8 mil milhões de dólares de lucro, mais 37% do que há um ano.

A empresa conseguiu recentemente uma importante vitória neste domínio, que deixa antecipar novos desenvolvimentos lucrativos.

O Ministério da Defesa dos EUA anulou no início de julho um megacontrato de 'cloud', de 10 mil milhões de dólares, que tinha sido atribuído em 2019 à Microsoft, em detrimento da Amazon. Prevê agora envolver várias empresas, a começar por estas duas.