Economia

CMVM não deu razão a investidores na maioria das reclamações

No primeiro semestre de 2021, 56% das queixas dadas como concluídas pelo regulador não tiveram o resultado esperado para os reclamantes.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não deu razão aos investidores em 56% das 206 reclamações concluídas no primeiro semestre de 2021, segundo um relatório da CMVM divulgado esta sexta-feira. O regulador acrescenta que 6% das reclamações apresentadas nem sequer foram admitidas.

O regulador ressalva, contudo, que "a pretensão do investidor foi atendida em mais de um terço das reclamações concluídas", revela.

Relativamente às queixas formalizadas no primeiro semestre de 2021, os investidores fizeram menos 12% de reclamações à CMVM face ao mesmo período do ano anterior, num total de 192 reclamações que visam 28 entidades. Uma variação em parte devida a "uma menor volatilidade nos mercados financeiros e a redução da incerteza no contexto económico" numa altura em que a pandemia da Covid-19 está mais controlada, segundo o regulador do mercado de valores mobiliários.

A maioria das queixas visa ações e fundos de investimento. Do universo total de reclamações, as relativas a títulos de empresas representam 44%, numa subida de dois pontos percentuais, ao passo que, nos fundos, as reclamações formalizadas representam agora 23% face a 34% no semestre homólogo.

"Os dois tipos de instrumentos financeiros mais reclamados continuaram a ser as ações e os fundos de investimento, apresentando, contudo, evoluções distintas. Face ao primeiro semestre de 2020, o peso das reclamações recebidas sobre ações aumentou dois pontos percentuais para 44%, enquanto sobre os fundos tiveram uma queda de 34 para 23%", detalha o "Relatório Estatístico sobre Reclamações dos Investidores" relativo ao primeiro semestre de 2021.

"A execução de ordens foi o principal motivo das reclamações, recuando face ao período homólogo para 35% do total, uma descida associada ao menor número de reclamações relativas a subscrições ou resgates de fundos de investimento", segundo a CMVM, seguindo-se "a qualidade da informação prestada ao investidor e os custos associados aos serviços prestados, ambos com um peso de 22% na origem das reclamações".