Economia

Renault recupera dos prejuízos de 2020, mas ainda está longe do período pré-covid

A Renault recuperou do prejuízo recorde do primeiro semestre de 2020 registando lucros de 354 milhões de euros até junho deste ano. Ainda assim, são menos 616 milhões que nos primeiros seis meses de 2019

A Renault registou um lucro de 354 milhões de euros no primeiro semestre de 2021, anunciou a fabricante de automóveis francesa em comunicado esta sexta-feira. Com o aumento das vendas de automóveis, a marca conseguiu recuperar do prejuízo recorde que tinha sido atingindo no mesmo período do ano anterior (-7,3 mil milhões de euros).

O lucro antes de impostos foi de 368 milhões de euros, sendo que, depois de impostos, o grupo ficou com um resultado líquido de 354 milhões de euros (1,3 euros por ação).

A contribuir para este resultado esteve o aumento das receitas em 26,8% face aos primeiros seis meses de 2020, para 23.357 milhões de euros (excluindo a russa AvtoVAZ, dona da marca Lada, da qual o grupo Renault é acionista maioritário). Para tal contribuiu, em grande parte, a recuperação do mercado automóvel. De recordar que foi no primeiro semestre de 2020 que a covid-19 começou a atingir vários países do mundo, levando aos primeiros confinamentos.

Se compararmos estes resultados com o período pré-pandemia, a Renault regista ainda quedas significativas. Face ao primeiro semestre de 2019, as receitas caíram 16,7%. Já o lucro registado é inferior em 616 milhões de euros.

"Estes resultados são os frutos do nosso plano estratégico, concentrado na rentabilidade. Marcam apenas o primeiro passo na nossa reviravolta, que deverá acelerar com a chegada dos novos veículos em preparação" disse, citado na nota, o presidente executivo, Luca de Meo.

O grupo Renault espera que a crise de semicondutores leve a uma quebra de produção de 200 mil unidades ao longo de 2021, acima da sua previsão anterior (100 mil unidades).