Economia

Inflação em Espanha acelera em setembro para o ritmo mais alto em 13 anos

No país vizinho a taxa de inflação anual não era tão alta desde setembro de 2008.

A inflação espanhola teve uma variação homóloga de 4% em setembro, a mais alta em 13 anos, divulgou esta quinta-feira o instituto de estatística de Espanha, principalmente devido ao aumento dos preços da eletricidade, do turismo e dos combustíveis. O Índice de Preços no Consumidor (IPC) espanhol de setembro ficou 0,7 pontos percentuais acima do valor do mês anterior.

Os preços dos bens e serviços relacionados com a habitação tiveram uma variação homóloga de 14,5%, a maior entre todos os segmentos, numa altura em que os preços da energia disparam para máximos recorde no mercado comum da Península Ibérica - o que também está a ter impacto na inflação portuguesa. Esta variação mensal ficou 3 pontos acima da registada em agosto de 2021.

Ainda entre os setores que mais contribuíram para a inflação de setembro, seguem-se os de lazer e cultura, com uma variação de 0,9% influenciada pelo aumento dos preços no turismo; e o segmento dos transportes, com uma variação de 9,8%, devido à subida dos combustíveis para transporte pessoal.

Os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, por sua vez, atenuaram o aumento da taxa de inflação. Este segmento apresentou uma variação anual de 1,8%, uma décima abaixo da de agosto, "em consequência da diminuição dos preços das frutas face à subida do ano passado" e devido "aos preços dos legumes e vegetais, que aumentaram mais em 2020 do que neste ano", segundo o comunicado do instituto nacional de estatística espanhol.