Economia

Turismo. Os portugueses nunca ficaram tão cá dentro como em agosto

O número de dormidas do mercado interno alcançou os 4,2 milhões, o maior valor mensal desde que há registos, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Os registos do Instituto Nacional de Estatística (INE) não têm um mês de agosto com tantas dormidas de residentes portugueses como em 2021. Foram 4,2 milhões de dormidas de portugueses no mês balnear por excelência, um aumento de 24,2% face ao mês homólogo e de 22,6% face ao último mês de agosto antes da pandemia de Covid, o de 2019.

Em agosto, no total (somando turistas portugueses e estrangeiros), o setor do turismo recebeu 2,5 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, um aumento de 35,6% e de 47,6%, respetivamente, face a 2020. Contudo, estão ainda abaixo dos valores de agosto de 2019, numa queda de 23,6% nos hóspedes e de 22,1% nas dormidas totais.

O Algarve foi a região com mais dormidas em agosto, representando 36,7% do total, seguida das Áreas Metropolitanas de Lisboa (15,7%) e a região Norte (15,2%).

O turismo estrangeiro, numa altura em que a Covid-19 ainda circula, quase duplicou face a 2020, subindo 94,5% para as 3,3 milhões de dormidas. Um número muito aquém dos valores de agosto de 2019, com uma queda de 46,9% face a esse mês nas dormidas de turistas internacionais.

As receitas obtidas pelos alojamentos turísticos foram de 515,8 milhões de euros, com 410,2 milhões de euros relativos a aposento, menos 19,2% e 19,3%, respetivamente, face a agosto de 2019.

O rendimento médio por quarto, ou RevPAR, um indicador da rendibilidade das unidades hoteleiras, subiu para os 71,4 euros em agosto face a 40,2 euros em julho, mas ficou aquém dos 84,4 euros em agosto de 2019. A taxa de ocupação foi de 61,6%.