Economia

Combustíveis mais caros: "Isto é um mercado livre a abusar de nós todos" 

Opinião

José Gomes Ferreira reconhece que o peso dos impostos é muito elevado, mas aponta o dedo às grandes companhias que querem esconder "aquilo que metem ao bolso". 

José Gomes Ferreira reconhece que o peso dos impostos é uma das causas do aumento do preço dos combustíveis, mas aponta outras causas como o mercado liberalizado e o facto de as grandes companhias não quererem ceder nas suas "elevadas margens de lucro".

Afirma que, com o mercado liberalizado, as operadoras podem fixar o preço que quiserem e as consequências estão agora à vista.

"Aceitar um mercado liberalizado não é deixá-lo livremente, com os operadores a fazerem o que querem, que é o que está a acontecer em Portugal."

Na Edição da Tarde, aponta o dedo às grandes companhias e fala na técnica que praticam – o hedging - para comprar o petróleo. Explica que o petróleo que estão a refinar agora "devem-no ter comprado a 40 ou 50 dólares", há três anos.

"As grandes companhias, que não cedem nas elevadas margens de lucro, que estão cada vez maiores, incluindo durante a pandemia, querem sempre que os jornalistas discutam esta questão 'do preço ser muito elevado devido aos impostos' para esconderem aquilo que metem ao bolso."

José Gomes Ferreira fala ainda nas margens de comercialização, que considera serem "vergonhosas", e afirma que o Governo pode limitar estas margens.

Preços da gasolina e do gasóleo voltam a subir

O preço dos combustíveis voltou esta segunda-feira a aumentar em Portugal.

Em alguns postos de abastecimento, o litro da gasolina e do gasóleo está dois cêntimos mais caros.

A descida do imposto anunciada pelo Governo, na semana passada, fica praticamente anulada com este novo aumento.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, insiste que a solução para baixar os preços é mexer nas margens de comercialização.

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