Economia

Número de inscritos no IEFP em julho é o "mais baixo desde que há registo"

Número de inscritos no IEFP em julho é o "mais baixo desde que há registo"
Marcos Borga (MB)
No final de julho havia 26.670 pessoas com menos de 25 anos inscritas no IEFP, sendo, igualmente, o valor mais reduzido "desde que há registo".

O número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no final de julho era de 277.466, no "valor mais baixo desde que há registo", sendo menos 91.238 do que no período homólogo, , refere o IEFP no relatório mensal, divulgado esta terça-feira.

No final de julho estavam inscritas no IEFP 277.466 pessoas, o valor mais baixo desde que há registo, representando uma diminuição de menos 4.987 pessoas face a junho e menos 91.238 em comparação com o ano passado. Em março de 2021, no pico da pandemia em termos de desemprego registado, estavam 432.851 pessoas inscritas no IEFP, das quais 50.906 jovens.

No final do último mês havia 26.670 pessoas com menos de 25 anos inscritas no IEFP, sendo, igualmente, o valor mais reduzido "desde que há registo", seguindo-se as diminuições em cadeia de 4,0% (1.100 pessoas), homóloga de 31,2% (12.071 pessoas) e de 6,4% contra julho de 2019 (1.819 pessoas) - último mês de julho antes da pandemia da covid-19.

Desemprego desce em todas as regiões à exceção do Alentejo

Entre junho e julho, o desemprego registado baixou em cadeia em todas as regiões no país - com exceção do Alentejo, onde subiu 1,1%.

Ainda em termos regionais, verificaram-se diminuições face a julho do ano passado em todo o país, destacando-se a redução de 52,7% no Algarve.

Todos os grandes setores de atividades registaram descidas homólogas, com o desemprego oriundo do alojamento, restauração e similares a baixar 38,7% contra o mesmo mês de 2021.

Também o número de desempregados de longa duração caiu entre junho e julho, com uma variação de 3,7%, para 132.469 pessoas. Em termos homólogos, este indicador caiu 25,6% face a julho de 2021.

Em nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a ministra, Ana Mendes Godinho, defendeu que "é fundamental continuar o caminho da valorização dos trabalhadores através da promoção do trabalho digno".

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