Economia

PAN reforça importância da transição energética

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Partido foi recebido pelo Governo, que está a apresentar o cenário macroeconómico que servirá de base à proposta do Executivo de Orçamento do Estado para 2023.

A líder do PAN pediu um compromisso do Governo com o programa de transição energética e destacou que as atualizações salariais devem estar de acordo com a inflação vivida no país.

As declarações de Inês Sousa Real foram feitas após a reunião do PAN com o Governo, que que esta sexta-feira apresenta aos partidos o cenário macroeconómico que servirá de base à proposta do Executivo de Orçamento do Estado para 2023.

A deputada do PAN considerou ainda excessivamente otimistas as projeções do Governo de crescimento para 2023, criticou a linha conservadora na política fiscal e admitiu que Portugal termine este ano com excedente orçamental.

Segundo o jornal Público, o Governo, para o próximo ano, projeta um crescimento de 1,3%, um défice de 0,9% e uma inflação de 4%, assistindo-se também a uma redução da dívida para 110,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Podemos terminar o ano com um possível excedente orçamental", declarou Inês Sousa Real aos jornalistas, apesar de o executivo socialista continuar a estimar que em 2022 Portugal registe um défice de 1,9%.

Falando aos jornalistas após ter sido recebida pelos ministros das Finanças, Fernando Medina, e Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, a deputada do PAN concluiu que, "apesar de o Governo ter feito projeções otimistas de crescimento para 2023, mantém uma postura conservadora na política fiscal".

"Está desalinhado com a necessidade de se darem respostas reais às famílias e às pequenas e médias empresas no imediato. O Governo não pode pretender fazer um brilharete com a Europa, mostrando que é um bom aluno de contas certas, mas fazer isso à custa das famílias e de uma asfixia fiscal e inflacionária que está neste momento a ser sentida", declarou Inês Sousa Real.

Entre outros pontos, a deputada do PAN afirmou que destacou junto do Governo a urgência de um efetivo combate à pobreza energética.

"O Governo, que dá borlas fiscais à indústria poluente, tem de garantir que o programa de eficiência energética é desburocratizado no acesso aos apoios, bem como se regulamentam as deduções ambientais para quem quer melhorar a eficiência energética das suas casas", disse, antes de também ter alertado para a importância de novas medidas ao nível dos transportes públicos, a par da revisão dos escalões do IRS e da descida do IRC para 17%.

"Não podemos continuar a estrangular as pequenas e médias empresas e as famílias da classe média", sustentou.

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