Economia

Inflação no Japão sobe em setembro para valor mais alto desde 2014

Bandeira do Japão.
Bandeira do Japão.
Andrew Holt
O aumento do custo das matérias-primas e a perda de valor do iene estão a contribuir para a subida da inflação.

A inflação homóloga atingiu 3% no Japão em setembro, este é o valor mais elevado desde 2014, sobretudo devido à subida dos preços das matérias-primas e à depreciação do iene, moeda oficinal do Japão, face ao dólar, anunciaram hoje as autoridades.

O índice de preços ao consumidor, que exclui os preços dos alimentos devido à sua volatilidade, subiu pelo 13.º mês consecutivo, segundo os dados divulgados pelo Ministério do Interior e Comunicações japonês. Setembro foi ainda o sexto mês consecutivo em que a inflação homóloga ficou acima da meta de 2% estabelecida pelo Banco do Japão.

Após anos em que a tendência foi de queda dos preços, o banco central nipónico tem mantido as taxas de juro próximas de zero para estabilizar os preços ao consumidor.

No entanto, o aumento do custo das matérias-primas e dos hidrocarbonetos, especialmente do petróleo bruto e do gás natural que o Japão tem de importar em grandes quantidades, estão a contribuir significativamente para a subida da inflação.

Além disso, a moeda japonesa continua a cair face ao dólar norte-americano, tendo atingido na quinta-feira, pela primeira vez desde 1990, a simbólica marca dos 150 ienes. O iene perdeu mais de 30% do valor em relação ao dólar desde o início do ano.

O Banco do Japão vai reunir-se na próxima semana para discutir a política monetária do país, embora analistas acreditem que o regulador irá manter as taxas de juro ultrabaixas, por considerar que a atual inflação não é estrutural.

A subida dos preços ao consumidor no Japão permanece muito abaixo dos níveis observados nos Estados Unidos e na Europa e deverá recuar já em 2023, de acordo com o banco central nipónico.

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