Wikileaks

Autoridades suecas reabrem processo sobre acusações de violação contra Julian Assange

Defesa de Assange já tinha anunciado que o cliente está disposto a cooperar com a Justiça sueca e assim evitar a extradição para os Estados Unidos.

A justiça sueca anunciou hoje a reabertura do processo por violação contra o fundador da rede WikiLeaks, Julian Assange, esperando que o suspeito possa comparecer em tribunal antes de o crime prescrever, em 2020.


"Decidi hoje reabrir o processo", anunciou Eva-Marie Persson, procuradora-adjunta, durante uma conferência de imprensa em Estocolmo. "Assange foi preso na Grã-Bretanha. Estão reunidas as condições para pedir a transferência (de Julian Assange) sob o mandado de captura europeu, o que não se verificava antes do dia 11 de abril", data da captura do fundador do WikiLeaks, acrescentou.

As acusações de violação surgiram em 2010 mas o Ministério Público sueco deixou cair o caso sete anos depois por falta de provas e por não ser possível interrogar o suspeito.

Julian Assange vivia, na altura exilado na embaixada do Equador, em Londres.

Há pouco mais de um mês, o embaixador do Equador abriu as portas à polícia britânica para que Assange fosse detido.

O fundador do Wikileaks viu ser-lhe retirada o estatuto de asilo sete anos depois. A própria Wikileaks chegou a revelar, horas antes da detemção, que Assange foi espionado dentro da própria embaixada do Equador em Londres, por alegadamente estar a passar informações sobre a vida pessoal do Presidente equatoriano.

Assange disposto a cooperar com as autoridades suecas

Julian Assange já tinha anunciado que, caso o processo de agressão sexual fosse reaberto, que estaria disponível para colaborar com as autoridades suecas.

A prioridade da equipa de advogados de Julian Assange é evitar a extradição para os Estados Unidos, pedido que a Justiça britânica avalia já no início de maio.

Entretanto, o fundador da Wikileaks já foi condenado a 50 semanas de cadeia por violar medida de coação.

Está detido numa prisão de alta segurança em Inglaterra onde aguarda decisão sobre a sua extradição para os EUA.

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