Rumo à Lua

NASA acredita que ainda é possível lançar foguetão rumo à Lua

NASA acredita que ainda é possível lançar foguetão rumo à Lua
NASA/Getty Imagens

Mas se o lançamento voltar a falhar, a próxima tentativa não será antes da próxima sexta-feira, na melhor das hipóteses.

A NASA acredita que ainda será possível cumprir o lançamento do novo foguetão lunar para colocar uma cápsula de tripulação na órbita lunar, apesar da deteção de uma fuga de combustível, segundo a agência espacial norte-americana.

O diretor adjunto de lançamento da NASA, Jeremy Graeber, disse que os controladores de lançamento finalmente conseguiram reduzir a fuga para um nível seguro e aceitável, onde se manteve estável, uma vez que quase um milhão de galões de combustível encheram os tanques do núcleo do foguetão.

Graeber explicou que a NASA ainda tem uma hipótese de lançamento esta segunda-feira de manhã, mas não vai marcar um novo tempo de descolagem até aos 10 minutos de espera na contagem decrescente, quando os gestores realizarem uma verificação. "Temos muito trabalho para chegarmos a esse ponto", avisou Graeber.

A fuga de combustível detetada interrompeu hoje a contagem decrescente para o lançamento do voo de teste do novo foguetão, sem tripulação, reaparecendo no mesmo local em que já tinha sido ultrapassada uma outra fuga num teste de contagem decrescente realizado na primavera, explicou a agência noticiosa AP.

Ao detetarem a fuga, os controladores de lançamento interromperam a operação de abastecimento, que já estava atrasada uma hora devido a trovoadas ao largo do Centro Espacial Kennedy, na Florida.

O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à lua há meio século. Este voo de teste destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos.

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste, com a missão de órbita lunar a ter uma duração prevista de seis semanas.

Mesmo sem ninguém a bordo, milhares de pessoas prepararam-se para ver o lançamento do foguetão SLS, a sigla em inglês de Sistema de Lançamento Espacial.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, voou para Orlando com o marido, mas ainda não tinha feito a viagem de carro até ao Cabo Canaveral para o lançamento quando ocorreu a interrupção da contagem decrescente, segundo a AP.

Se o lançamento de hoje não puder avançar, a próxima tentativa de lançamento não será antes de sexta-feira, na melhor das hipóteses.

As fugas de combustível prejudicaram o teste de contagem decrescente da NASA em abril, o que provocou uma série de reparações. O teste foi repetido com mais sucesso em junho, mas também foram detetadas algumas fugas, tendo os técnicos reportado que não saberiam ao certo se as reparações seriam suficientes até carregarem hoje os tanques do foguetão.

A missão Artemis I tem sofrido vários atrasos que levaram a que o orçamento deste teste em órbita lunar custasse 4.100 milhões de dólares (mais de 4.130 milhões de euros, ao câmbio atual).

A diretora de lançamento Charlie Blackwell-Thompson e a sua equipa também tiveram de lidar com uma questão de comunicação envolvendo a cápsula Orion. Os engenheiros foram confrontados com um atraso de 11 minutos nas comunicações entre o Controlo de Lançamento e a Orion que surgiram no domingo. Embora o problema tivesse sido resolvido até segunda-feira de manhã, a NASA adiantou que precisava de saber as razões para esta situação antes de se comprometer com um lançamento.

Este primeiro voo do programa de exploração lunar da NASA do século XXI, designado Artemis em homenagem à irmã gémea mitológica de Apolo, sofreu vários atrasos que conduziram a sucessivos aumentos orçamentais. Depois da missão Artemis I, a NASA espera em 2024 levar astronautas para a órbita da Lua (Artemis II) em 2024, e para a sua superfície (Artemis III) no final de 2025. Com o programa lunar Artemis, a NASA espera "estabelecer missões sustentáveis" na Lua a partir de 2028, com o intuito de enviar posteriormente astronautas para Marte.

A partida para estas missões lunares ou para Marte será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway. Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na superfície da Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo

Últimas Notícias
Mais Vistos