Abusos na Igreja Católica

Padre de Monção proibido de exercer após confirmar abuso sexual de menor

Padre de Monção proibido de exercer após confirmar abuso sexual de menor
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O caso chegou ao Ministério Público no mesmo dia. Os abusos terão acontecido durante o ano de 2022.

A diocese de Viana do Castelo anunciou esta segunda-feira ter "proibido" um padre de Monção de exercer o sacerdócio depois de este ter confirmado um caso de abuso sexual de menor. O caso foi comunicado ao Ministério Público (MP).

Em comunicado enviado às redações, a diocese de Viana do Castelo explicou que o caso resultou de "uma denúncia", comunicada "às autoridades civis e canónicas competentes".

Confrontando com os indícios apresentados, adianta o comunicado, o pároco de várias freguesias de Monção "confirmou os factos de que é acusado e comunicou a sua decisão de se afastar do exercício das suas funções".

"A diocese informa, igualmente, que, tendo em vista as normas do direito canónico, o mesmo sacerdote se encontra proibido de exercer publicamente o ministério", adianta a nota.

No documento, a diocese "partilha do profundo sofrimento da vítima e família, sendo com enorme sentimento de vergonha que torna públicos estes factos, desejando, também, exprimir o maior afeto e cuidado às comunidades paroquiais até agora confiadas" ao pároco.

"Nesta circunstância particular, a diocese de Viana do Castelo quer reforçar o desejo de ser um ambiente seguro e um espaço onde se possa dar voz ao silêncio, pedindo, ainda, todo o esforço, coragem, confiança e oração à comunidade diocesana, neste momento especialmente doloroso", refere a nota.

O padre ministrava até agora nas paróquias do Divino Salvador de Cambeses, Santa Maria de Abedim, Nossa Senhora das Neves de Bela, São João Baptista de Longos Vales, São João Baptista de Portela e São Miguel de Sago e, era assistente dos convívios fraternos, em Monção.

Caso de abuso de menor por padre de Monção participado ao Ministério Público

O caso do padre de Monção foi comunicado ao Ministério Público (MP), disse à agência Lusa fonte da Diocese de Viana do Castelo.

Segundo aquela fonte, o "testemunho" do padre de 40 anos, que exerce o sacerdócio desde 2007, "permite concluir que os atos ocorreram fora de lugares e instituições diocesanas".

A mesma fonte adiantou que "os abusos aconteceram durante o ano de 2022".

"Não existe mais nenhuma denúncia em relação a este ou outro padre da diocese de Viana do Castelo", realçou a fonte.

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