Afeganistão: Capital dos Errantes

O silêncio das entidades sobre os jovens afegãos abandonados

O silêncio das entidades sobre os jovens afegãos abandonados

Mariana Teófilo da Cruz

Mariana Teófilo da Cruz

Jornalista Estagiária

José Silva

Repórter de Imagem

Ana Rita Sena

Editora de Imagem

Quando tentamos recuperar os contornos desta história todas as entidade envolvidas nos fecharam a porta.

Em março de 2017 Portugal recebeu cinco menores não acompanhados afegãos. A iniciativa foi notícia em diversos órgãos de comunicação social portugueses. No essencial, os jornais destacavam a generosidade do país, uma vez que Portugal fora o único membro da União Europeia a receber jovens afegãos sem família. A vinda dos cinco jovens era um teste à capacidade de integração do país.

O objetivo era trazer uma centena de crianças afegãs desacompanhadas.

Quando tentamos perceber as razões que impediram que este projeto pioneiro na Europa passasse da fase piloto, a maioria das entidades públicas envolvidas fecharam-nos a porta.

Foram passando a batata quente entre elas. E tivemos de voltar ao início do labirinto.

Portas fechadas

A vinda para Portugal dos cinco menores afegãos não acompanhados ecoou nos órgãos de comunicação. Foi vista, na altura, como um ato de grande generosidade por parte do Estado Português.

O assunto caiu no esquecimento. E quando tentamos recuperar os contornos desta história todas as entidade envolvidas nos fecharam a porta.

Por duas vezes o Tribunal de Família e Menores de Setúbal, responsável pelas medidas de proteção aplicadas aos cinco afegãos, nos negou o acesso ao processo.

O Ministério da Administração Interna reecaminhou-nos para a Secretaria de Estado da Igualdade. Rosa Monteiro não tinha declarações a fazer sobre este caso.

O SEF também seguiu o caminho do silêncio e não se pronunciou sobre o tema.

Por último faltava apenas o Alto Comissariado para as Migrações, que também nada acrescentou, alegando a salvaguarda dos menores, remetendo-nos para o tribunal. A primeira entidade que nos fechou as portas.

Que silêncio é este que se abateu sobre estas entidades?

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