Afeganistão: Capital dos Errantes

O Afeganistão é a nova Síria. E a Europa, mais uma vez, não está preparada

O Afeganistão é a nova Síria. E a Europa, mais uma vez, não está preparada

O Regulamento de Dublin, que falhou em 2015, continua a ditar as regras.

O Regulamento de Dublin, que falhou em 2015, continua a ditar as regras. O Parlamento Europeu tem propostas de alteração em curso, mas o Conselho Europeu está bloqueado pelos países de leste e a Comissão Europeia permanece tímida.

Os eurodeputados Ana Gomes, do PS, e Carlos Coelho, do PSD, são peremptórios: “o Parlamento Europeu tem feito o seu trabalho” e “esteve sempre do lado certo da história”. No entanto, as propostas da Comissão Europeia, o único órgão da UE com poder legislativo, permanecem tímidas face às divergências do Conselho Europeu.

O Grupo de Visegrado, composto pela Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia, tem sido como uma parede. As propostas que envolvam a recolocação de refugiados por todos os países da Europa são sempre mal recebidas e, por vezes, sabotadas. Entre 2015 e 2017, a República Checa deveria ter acolhido 2000 pessoas, mas só acolheu 12. Seguem-se as multas e as sanções do Tribunal de Justiça da União Europeia, mas nada demove o leste.

Perante uma Europa ensimesmada, um monstro vai crescendo do outro lado do médio-oriente. O conflito no Afeganistão não dá sinais de abrandamento. Nem em escala, nem em número de mortos. Já é o primeiro país de onde chegam mais requerentes de asilo à Europa por via marítima. Em 2018, chegaram 9000 pessoas à Grécia. Da Síria, chegaram 7900.

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