Afeganistão: Capital dos Errantes

Fugi para amar

Fugi para amar

“O meu filho vai crescer. E se ele for gay, eu vou matar-te!”

Esta foi uma das ameaças que a escritora russa Margarita Sharapova recebeu por e-mail.

Tudo por causa de livros que publicou no seu país de origem e que foram proibidos com a entrada em vigor da chamada “Lei da Propaganda Gay”, em 2013.

Desde então, o governo russo combate tudo o que considera promoção da homossexualidade para menores de 18 anos. Margarita sofreu perseguições da população e de oficiais do governo, viu a porta de casa ser incendiada e perdeu a companheira, que foi assassinada.

A escritora pediu asilo em Portugal por ser gay e escreve sobre questões de orientação sexual e identidade de género.

Margarita é um dos refugiados LGBTI apoiados pela ILGA Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo).

Desde 2012, a organização já acompanhou cerca de 60 pessoas que pediram proteção por este motivo em Portugal. O SEF confirma a existência de outros casos de refugiados com este perfil no país, mas destaca que é impossível determinar este número, já que, por questões de segurança, muitas vezes o motivo do pedido de asilo pode estar camuflado por outras razões.

Veja a reportagem de Gabriela Mendonça e Maurício Rebouças, alunos do Mestrado em Jornalismo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.