Assalto em Tancos

Azeredo soube da chamada fabricada e não denunciou porque “não tinha o dever funcional” de o fazer

Diogo Torres

Diogo Torres

Jornalista

As revelações do ex-ministro sobre o caso Tancos.

O ex-ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, assumiu esta segunda-feira em tribunal ter tido conhecimento de que as armas dos paióis de Tancos foram encontradas na sequência de uma chamada fabricada.

Ao que a SIC apurou, Azeredo Lopes admitiu ao juiz Carlos Alexandre que não informou as autoridades porque “não tinha o dever funcional” de o fazer.

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Carlos Alexandre “perplexo” com versões contraditárias

O juiz Carlos Alexandre terá dito em tribunal estar “perplexo” com as versões contraditórias relativas à entrega do memorando que daria conta da investigação paralela da Polícia Judiciária Militar (PJM).

Ao que a SIC apurou, o magistrado esperava “que o ex-ministro da Defesa desempatasse” as versões. O reparo foi dito durante o interrogatório a Azeredo Lopes, no qual garantiu estar inocente.

O ex-governante confirma ter recebido documentos antes da descoberta das armas, mas que eram apenas “circunstancias” e não confirmavam qualquer investigação paralela. Nega ainda ter recebido o memorando após a descoberta das armas, mas confirma que tinha conhecimento da existência de um informador da Polícia Judiciária.

Defesa de Azeredo ponderou chamar Marcelo como testemunha

A defesa do ex-ministro admitiu que ponderou chamar o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como testemunha no caso do roubo de armas em Tancos.

Azeredo Lopes é acusado dos crimes de denegação de justiça, prevaricação, abuso de poder e favorecimento pessoal de funcionário.

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