Assalto em Tancos

Juiz pede ao Supremo para analisar eventual violação do segredo de justiça por António Costa

Juiz pede ao Supremo para analisar eventual violação do segredo de justiça por António Costa

O primeiro-ministro poderá ter cometido um crime ao mostrar publicamente as respostas que deu por escrito às perguntas do juiz Carlos Alexandre.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) vai investigar a eventual violação do segredo de justiça pelo primeiro-ministro. O pedido foi feito pelo juiz Carlos Alexandre, que mandou extrair certidão e enviou para o STJ a divulgação das respostas de António Costa na página do Governo.

O que perguntou o juiz Carlos Alexandre ao primeiro-ministro sobre Tancos

O primeiro-ministro respondeu, por escrito, às 100 perguntas do juiz Carlos Alexandre sobre o processo de Tancos. António Costa reafirmou que não teve conhecimento da encenação montada para a recuperar as armas roubadas. António Costa tinha 15 dias para responder.

O chefe de Governo considerou ainda que não teve conhecimento dos contactos realizados pelo ministro da Defesa com o então diretor da Polícia Judiciária Militar.

Nas respostas, em quase metade o primeiro-ministro responde apenas "Não" às perguntas do juiz.

Entre as muitas questões, o magistrado pretendeu saber que conversas teve com Azeredo Lopes sobre e aparecimento das armas. O magistrado questionou também se foi o chefe do Estado Maior, o ministro da Defesa ou até mesmo o então diretor da Polícia Judiciária Militar que o informou.

O depoimento escrito de 50 páginas tem data de terça-feira e com carimbo de entrada no Tribunal Central de Instrução Criminal datado de hoje.

Primeiro-ministro critica "versões parciais" sobre o seu depoimento


O primeiro-ministro entendeu proceder à divulgação pública integral das suas respostas às questões colocadas pelo juiz Carlos Alexandre, no âmbito do processo de Tancos, depois de terem sido "postas a circular versões parciais do depoimento".


"Tendo sido postas a circular versões parciais do depoimento do primeiro-ministro como testemunha arrolada pelo professor doutor José Alberto Azeredo Lopes no chamado "Caso de Tancos", entendeu o primeiro-ministro dever proceder à divulgação pública integral das respostas a todas as questões que lhe foram colocadas e que constam do depoimento já entregue ao Tribunal Central de Instrução Criminal, às 16h22 horas, do dia 4 de fevereiro de 2020", lê-se na nota divulgada pelo gabinete do líder do Executivo.

Veja também:

Especial Assalto em Tancos

  • Lage reconhece que série de jogos sem vencer tem origem em fragilidades defensivas
    1:57