Ataques no Sri Lanka

Número de mortos nos ataques no Sri Lanka sobe para 310

Dinuka Liyanawatte

As autoridades admitem a possibilidade dos atentados de domingo serem uma retaliação pelos ataques de há um mês na Nova Zelândia.

O número de mortos nos ataques terroristas no Sri Lanka subiu para os 310, segundo um novo balanço divulgado hoje. As autoridades informaram ainda que foram detidos 40 suspeitos, e admitem a possibilidade dos ataques de domingo serem uma retaliação pelos atentados da Nova Zelândia, há um mês.

O Daesh reivindicou esta manhã os atentados de domingo de Páscoa, mas o grupo radical islâmico não forneceu, no entanto, provas de ter tido responsabilidade nas oito explosões coordenadas.

"O número de mortos dos atentados de domingo aumentou para 310", disse à agência de notícias Efe o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara. Os feridos são "mais de 500", acrescentou, admitindo a dificuldade em fornecer números exatos relativos às vítimas. O anterior balanço era de 290 mortos e 500 feridos.

O porta-voz da polícia deu ainda conta da detenção de 40 pessoas no decurso da investigação aos ataques atribuídos a um grupo extremista islâmico local, o National Thowheeth Jama'ath, que as autoridades do Sri Lanka acreditam ter sido apoiado internacionalmente.

Divulgadas imagens de um dos bombistas suicidas no Sri Lanka

O Conselho de Segurança da ONU condenou esta segunda-feira os ataques no Sri Lanka e defendeu a punição dos responsáveis.

Numa declaração acordada pelos quinze Estados membros, o Conselho de Segurança sublinhou que todos os que perpetraram, organizaram, financiaram ou apoiaram os ataques devem ser responsabilizados.

O Conselho de Segurança exortou todos os governos a cumprirem suas obrigações internacionais e a cooperarem ativamente com as autoridades do Sri Lanka.

O mesmo órgão das Nações Unidas enfatizou que "qualquer ato de terrorismo é criminoso e injustificável" e que todos os Estados devem combater organizações terroristas, usando "todos os meios", mas respeitando o direito internacional e os direitos humanos.

Entre as vítimas mortais das oito explosões de domingo está um português residente em Viseu.

Hoje é dia de luto nacional no Sri Lanka. Dois dias depois dos ataques, começam a fazer-se os primeiros funerais. Em Negombo, cidade comercial situada na costa oeste do país, começam a realizar-se as primeiras cerimónias fúnebres.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões no domingo de Páscoa, em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Com Lusa