Ataques no Sri Lanka

Ataques no Sri Lanka "podiam ter sido evitados"

Ataques no Sri Lanka "podiam ter sido evitados"

Governo cingalês admite falha nos serviços de informação. O Presidente pediu aos responsáveis da polícia e do Ministério da Defesa que apresentem demissão.

O Governo do Sri Lanka admitiu hoje que os ataques de domingo de Páscoa, que causaram a morte de mais de 350 pessoas, "podiam ter sido evitados". Ruwan Wijewardene, vice-ministro da Defesa, considerou que se os serviços de informação tivessem transmito a informações de forma correta, os ataques poderiam ter sido "evitados ou minimizados".

Na sequência destas declarações, o Presidente do Sri Lanka pediu ao chefe da polícia e ao ministro da Defesa do país que apresentem a demissão.

O número de mortos nos atentados suicidas subiu para 359 e mais suspeitos foram detidos nas últimas horas, informou hoje a polícia.

O porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekara, disse que foram detidos mais 18 suspeitos de ligação aos atentados, elevando o total para 58.

O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, alertou na terça-feira que vários suspeitos armados com explosivos ainda se encontravam em fuga.

O Governo sustentou que os ataques foram realizados por fundamentalistas islâmicos em aparente retaliação ao massacre na mesquita da Nova Zelândia em março, mas disse que os sete bombistas suicidas eram todos do Sri Lanka.

O Daesh reivindicou também na terça-feira a autoria dos atentados contra igrejas e hotéis de luxo, mas o Governo do Sri Lanka acredita que a autoria dos ataques é de um grupo islâmico local.

Um português residente em Viseu está entre as vítimas mortais das oito explosões de domingo.

Com Lusa

  • Depressão é a doença mental mais frequente no país e afeta cerca de 400 mil portugueses
    3:23
  • Carro de Santana Lopes não tinha seguro?
    1:44