Ataques no Sri Lanka

Tiroteio no Sri Lanka entre militares e grupo suspeito dos ataques

M.A. PUSHPA KUMARA

As autoridades continuam a perseguir suspeitos com possível acesso a explosivos.

Um porta-voz militar referiu esta sexta-feira que militares do Sri Lanka estiveram envolvidos numa troca de tiros após uma incursão num edifício numa província do leste, no âmbito das investigações que decorrem sobre os ataques suicidas do Domingo de Páscoa.

O brigadeiro Sumith Atapattu disse que estava a decorrer um confronto na cidade costeira de Sammanthurai, situada a 325 quilómetros da capital, Colombo.

Responsáveis oficiais referiram que militantes locais com ligações ao Daesh efetuaram diversos atentados à bomba suicidas no Domingo de Páscoa, 21 de abril, em igrejas e hotéis de luxo, em Colombo, nos arredores e ainda na cidade costeira de Batticaloa.

O Ministério da Saúde disse que foram mortas cerca de 250 pessoas e feridas mais de 500.

O Sri Lanka permanece em estado de exceção, e quando as autoridades continuam a perseguir suspeitos com possível acesso a explosivos. Entre as cerca de 250 vítimas das oito explosões de domingo encontra-se um português, residente em Viseu.

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques também aumentou para 40, disse hoje à agência Efe o porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekera.

O responsável da polícia afirmou que as autoridades acreditam que os ataques atribuídos a um grupo extremista islâmico local, o National Thowheeth Jama'ath, terão sido apoiados internacionalmente.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões, quatro em hotéis de luxo e outra numa igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Lusa