Ataques no Sri Lanka

Sri Lanka anuncia vistos grátis para incentivar turismo no país após ataques

Roman Bader

A medida entrará em vigor na quinta-feira e tem a validade de seis meses.

O Sri Lanka vai conceder vistos grátis de um mês para os visitantes provenientes de quase 50 países, uma medida que visa fomentar o turismo, afetado após os atentados da Páscoa, anunciou hoje o Governo.

O ministro do Turismo, John Amaratunga, afirmou que os turistas ou aqueles que visitem o país para fazerem negócios podem candidatar-se à chegada ou através da Internet.

A medida entrará em vigor na quinta-feira e tem a validade de seis meses.

"Se não for benéfico, iremos suspender o programa", adiantou o ministro e acrescentou que com a medida, o Governo espera um aumento substancial de turistas.

Com a criação deste programa, o governo do Sri Lanka pode perder 4,3 mil milhões de rupias (24 milhões de dólares) em receita que poderia ser ganha através da cobrança de vistos.

O país cobra 35 dólares pelo visto de um mês para turistas ou 20 dólares para os habitantes dos países do sul da Ásia.

Sete bombistas suicidas de um grupo local muçulmano, com a denominação de National Thowheed Jammath, atacaram três igrejas e três hotéis de luxo a 21 de abril, resultando em 263 mortos, incluindo 45 cidadãos estrangeiros provenientes de países como a China, Índia, os Estados Unidos da América e o Reino Unido.

A maioria dos turistas reduziu a sua estadia no país enquanto outros cancelaram as suas reservas, o que contribuiu para o declínio do turismo da nação.

O primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, assegurou que o Sri Lanka é agora um local seguro para turistas e que "a segurança voltou à normalidade".

Ele disse hoje que todos os envolvidos no ataque estão sob custódia das autoridades e "aqueles que estão associados com os responsáveis, mesmo que não estivessem envolvidos no ataque, estão a ser questionados e alguns foram detidos, outros foram libertados".

Mais de 200 pessoas foram detidas e a polícia continua com a investigação, acrescentou.

O governo criou várias medidas para reavivar o turismo, incluindo a redução das taxas nas companhias aéreas, do preço dos combustíveis e das taxas de embarque, pelo menos durante seis meses.

Também os hotéis anunciaram pacotes com descontos de até 60%.

"Nós gostaríamos de promover o Sri Lanka como um destino que é seguro para as pessoas visitarem e estamos a oferecer um tipo de concessões e taxas que podem não obter por um longo, longo tempo", acrescentou Wickremesinghe.

Cerca de 2,3 milhões de turistas visitaram o Sri Lanka em 2018, quando 29 companhias aéreas ofereciam 300 voos por semana.

Após os ataques, foram cancelados 41 voos por semana, o que significou uma perda de 8.000 reservas.

Várias companhias aéreas voltaram aos seus horários normais, mas outras não.

Cerca de meio milhão de cidadãos do Sri Lanka depende diretamente do turismo, e outros dois milhões indiretamente.

Neste momento, as estimativas do Governo apontam para uma receita de 3,7 mil milhões de dólares este ano, valor menor ao número estimado no início do ano, que era de 5 mil milhões de dólares.

O turismo representa 4,9% do PIB da nação.

Lusa

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