Eleições Autárquicas

Se as eleições fossem hoje, Medina era reeleito em Lisboa

Sondagem SIC-Expresso

Sondagem SIC/Expresso feita por ICS/ISCTE.

Se as eleições autárquicas fossem esta quinta-feira, Fernando Medina seria reeleito presidente da Câmara de Lisboa, com um resultado de 42%. A sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e Expresso dá o segundo lugar a Carlos Moedas, que consegue 31% das intenções de voto. O Bloco de Esquerda ultrapassa a CDU e o Chega, que concorre pela primeira vez a nível autárquico, fica à frente do PAN.

Quatro anos e uma pandemia depois, o cenário eleitoral em Lisboa não sofre muitas alterações nos primeios lugares. O socialista consegue exatamente o mesmo resultado de 2019: 42%.

O PSD, depois da derrocada da última batalha - onde teve apenas 11% -, consegue agora 31.

Mas desta vez o CDS - que tinha ficado em segundo - não concorre sozinho. Juntou-se a Carlos Moedas, que consegue um valor quase igual à soma dos dois partidos em 2019.

Fora da coligação de direita - onde ainda estão PPM e MPT - ficaram o Chega, que fica 1 ponto à frente do PAN, com 4%, e o Iniciativa Liberal, com 2%.

À esquerda. há uma troca de posições. O Bloco de Esquerda ultrapassa a CDU. Beatriz Gomes Dias consegue 8% e João Ferreira 6, menos 4 pontos do que nas últimas eleições.

A avaliação da autarquia para os lisboetas é positiva: mais de 60% considera o desempenho da câmara bom ou muito bom, 26% mau e 4% muito mau.

Mas há um tema que abalou a muralha de Medina: o caso da partilha de dados de manifestantes com embaixadas, que não passou despercebido a 2 terços dos inquiridos.

A avaliação também é negativa no combate à corrupção - o tema com a nota mais baixa - e também nos impostos ou no trânsito.

Com nota positiva de zero a dez, estão a segurança ou a oferta cultural e os transportes públicos, por exemplo.

Este estudo foi coordenado pelo ICS e pelo ISCTE. O trabalho de campo da GFK Metris foi realizado com base em 803 entrevistas presenciais a residentes no concelho de Lisboa com simulação de voto em urna.

A margem de erro máxima é de 3,5%, e o nível de confiança de 95%.

Ficha técnica

Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 3 e 18 de julho de 2021. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.

O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes no município de Lisboa.

Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo e Idade (4 grupos).

A partir de uma matriz inicial baseada na distribuição da população eleitora por freguesias do concelho de Lisboa, foram selecionados aleatoriamente pontos de amostragem onde foram realizadas as entrevistas, de acordo com as quotas acima referidas.

A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto recolhida recorrendo a simulação de voto em urna.

Foram selecionados 81 pontos de amostragem, contactados 2744 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 803 entrevistas válidas (taxa de resposta de 29%; taxa de cooperação de 39%).

O trabalho de campo foi realizado por 27 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo. A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 803 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95%.