Brexit

Primeira-ministra britânica encoraja deputados a votar a favor ao acordo de saída da UE

JUAN IGNACIO RONCORONI

A primeira-ministra britânica, Theresa May, encorajou hoje os deputados conservadores a pensarem no benefício que o acordo do 'Brexit' trará aos seus eleitores, em vez de rejeitá-lo na votação de 11 de dezembro.

Falando aos meios de comunicação social britânicos a bordo do avião que a transportou a Buenos Aires para participar na cimeira do G20, Theresa May insistiu hoje que o seu plano sobre a saída da União Europeia (UE) protegerá "os empregos, meios de subsistência de vida e segurança" dos eleitores das circunscrições conservadoras.

Assim, a chefe do governo instou os deputados a concentrarem-se no acordo negociado com o bloco europeu diante do descontentamento que o plano gerou entre a ala mais eurocética do Partido Conservador, bem como a rejeição da oposição trabalhista.

Enquanto estiver na Argentina, Theresa May fará uma pausa na sua campanha para convencer os deputados sobre os benefícios do acordo do "Brexit", a fim de conseguir que passe pelo parlamentar antes do Reino Unido deixar a UE a 29 de março de 2019.

May insiste que rejeição significará mais divisão e incerteza

O acordo assinado com Bruxelas estabelece os termos de saída e o quadro geral da futura relação bilateral e, numa cláusula controversa de segurança, confere um estatuto especial à província britânica da Irlanda do Norte.

"Ainda não votamos. Vamos concentrar-nos no acordo que negociamos com a UE, um acordo que é bom para o Reino Unido e bom para os seus eleitores", disse Theresa May aos jornalistas no avião da Força Aérea Britânica (RAF), numa mensagem direta para seus deputados "tories" (trabalhistas).

A primeira-ministra insistiu novamente que uma rejeição do plano significará mais "divisão e incerteza" no Reino Unido.

"Eu penso que cada deputado precisa considerar a importância de cumprir o voto do 'Brexit' (pelo referendo) que é de alguma forma bom para seus eleitores", acrescentou.

O documento do 'Brexit' contempla, entre outras coisas, os termos da "saída" britânica, como a situação dos cidadãos da UE que vivem no Reino Unido, entre outros temas.

Com Lusa