Brexit

Boris Johnson ou Jeremy Hunt: conservadores escolhem sucessor de May

Rebecca Naden

Conservadores escolhem esta segunda-feira o novo líder do partido.

No Reino Unido, os 160 mil membros do Partido Conservador escolhem esta segunda-feira o novo líder. Boris Johnson e Jeremy Hunt seguem à frente de todas as sondagens.

O vencedor assume já esta terça-feira o cargo de primeiro-ministro, sucedendo a Theresa May na condução do processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Boris Johnson: o principal crítico de May

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson é favorecido pelos conservadores eurocéticos por ter sido um dos principais críticos de Theresa May e do seu plano para o 'Brexit' desde a demissão do cargo, no ano passado.

NEIL HALL

Antes de ter sido 'Mayor' de Londres durante dois mandatos, entre 2008 e 2016, já era uma personalidade reconhecida pelas participações em programas televisivos, mas ganhou ainda mais destaque como uma das caras da campanha pela saída da União Europeia (UE) no referendo de 2016.

Jeremy Hunt: a promessa de um acordo melhor

Já o atualmente chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt, tem-se destacado por ser um membro constante dos governos conservadores desde 2010, primeiro responsável pela pasta da Cultura e depois da Saúde, tendo substituído Johnson em 2018.

Hunt fez campanha contra a saída da UE, mas atualmente defende a aplicação do 'Brexit' e tem invocado a sua competência em várias áreas para argumentar ter melhor capacidade de negociar alterações ao acordo de saída que foi chumbado pelo parlamento.

NEIL HALL

Theresa May renunciou à liderança do partido Conservador a 7 de junho devido às dificuldades em fazer aprovar o acordo de saída que concluiu com Bruxelas em novembro, mas continua como chefe de governo até ao anúncio do sucessor.

A 24 de julho, a primeira-ministra britânica deverá participar na última sessão de respostas aos deputados na Câmara dos Comuns, seguindo-se a demissão junto da rainha Isabel II, que nomeará o líder do partido com maioria no parlamento para chefiar o governo.

Com Lusa