Brexit

Estados-membros da União Europeia aprovam novo acordo do Brexit

NEIL HALL

Acordo é aplicado a partir de dia 1 de novembro.

Os líderes europeu aprovaram esta quinta-feira o novo acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia em reunião do Conselho Europeu.

O acordo para o Brexit precisa ainda de ser aprovado pelo Parlamento britânico, que reúne numa sessão extraordinária no sábado, para debater e votar o documento negociado entre o governo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a União Europeia.

Os deputados britânicos aprovaram, no entanto, uma emenda à proposta do governo por 287 votos a favor e 275 contra para que a moção do governo com o acordo possa ser alterada para incluir a possibilidade de pedir um adiamento mesmo se for aprovada. Uma possibilidade que Jean-Claude Juncker já recusou.

O presidente da Comissão Europeia defende que, perante um acordo reformulado, não há argumentos para novas extensões, mesmo que o parlamento britânico rejeite o texto.

Nigel Farage diz que novo acordo "não é um Brexit" e deve ser rejeitado

O líder do Partido do Brexit afirmou que o acordo alcançado "simplesmente não é um Brexit" e deve ser rejeitado.

"O compromisso de alinhamento regulatório neste acordo significa que o 'novo acordo' não é o 'Brexit', apesar de melhorias na união aduaneira", escreveu o eurocético britânico no Twitter após o anúncio de que Londres e a UE chegaram a acordo.

Para Farage, os termos do acordo mantêm o Reino Unido ligado à UE de "demasiadas formas", pelo que é preferível uma extensão da data de saída, prevista para 31 de outubro, seguida de eleições legislativas no Reino Unido, a uma votação no parlamento dos novos termos acordados.

Primeiro-ministro irlandês saúda acordo "bom para a Irlanda e para a Irlanda do Norte"

Já o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, saudou o acordo como "bom para a Irlanda e para a Irlanda do Norte" e "respeitador de uma história e uma geografia únicas".

A economia da ilha no seu todo e leste-oeste pode continuar a prosperar. Protege o mercado único e o nosso lugar nele", escreveu Varadkar na sua conta na rede social Twitter.

Debate e votação

A sessão extraordinária de sábado, com início às 09:30 horas, será a primeira vez que a Câmara dos Comuns vai funcionar num sábado desde a Guerra das Malvinas, em 1982.

O ministro responsável pelos assuntos parlamentares, Jacob Rees-Mogg, sugeriu que o debate se prolongue por 90 minutos, seguido pela votação, mas o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, indicou que poderá deixar que o debate ultrapasse este tempo.