Brexit

Boris Johnson pediu um novo adiamento do Brexit

Simon Dawson

Câmara dos Comuns votou a favor de uma proposta que força o primeiro-ministro britânico a pedir um adiamento do Brexit.

O primeiro-ministro britânico assegurou hoje ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que vai fazer um novo pedido de adiamento do Brexit, previsto para 31 de outubro, foi hoje divulgado.

Fonte do processo disse à agência noticiosa France Presse que Boris Johnson disse a Tusk que será ainda hoje enviada uma carta de Londres a pedir um novo adiamento.

O presidente do Conselho Europeu anunciou na rede social Twitter que "vai fazer consultas com os dirigentes dos 27 sobre a forma de agir".

A Câmara dos Comuns votou hoje a favor de uma proposta que força o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a pedir um adiamento do 'Brexit' até ser aprovada no parlamento britânico a legislação que regulamente o acordo de saída.

Ainda segundo a mesma fonte, a resposta a este pedido "pode levar alguns dias" a concretizar-se.

Em consequência do voto dos deputados britânicos, Boris Johnson é legalmente obrigado a formular novo pedido à União Europeia para adiamento do ´Brexit´, que já foi adiado por várias vezes.

Para mostrar a sua determinação em sair custe o que custar da União Europeia a 31 de outubro, o primeiro-ministro disse diante da Câmara que não queria negociar o adiamento com os 27 países da União.

A proposta da Câmara dos Comuns foi hoje aprovada por 322 votos a favor e 306 votos contra, devido ao apoio do Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte e de antigos deputados conservadores atualmente a exercer como independentes.

A iniciativa para suspender os efeitos da votação ao acordo foi apoiada pelo Partido Trabalhista e pelos outros países da oposição, apesar dos pedidos do governo para ser retirada.

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recusou pedir um adiamento do 'Brexit' previsto na lei, a aprovação da proposta no parlamento para suspender o voto sobre o acordo de saída.

"Não vou negociar um adiamento, nem a lei me obriga a fazê-lo", alegou, acrescentando que "mais um adiamento seria mau para este país ou para União Europeia e mau para a democracia", comentou, na altura.

Lusa

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