Ciclone Idai

Próximas 72 horas serão "críticas" para Moçambique

AARON UFUMELI

Existe um elevado risco de inundações em zonas urbanas da Beira e do Dondo, no centro de Moçambique.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários alertou esta terça-feira que as próximas 72 horas serão "críticas" para Moçambique, devido aos efeitos do ciclone Idai, com cheias esperadas nas bacias dos rios Buzi e Pungoe.

Em comunicado divulgado hoje, aquela agência das Nações Unidas aponta o elevado risco de inundações em zonas urbanas da Beira e do Dondo, no centro de Moçambique, depois da passagem do ciclone, que só no país já provocou, pelo menos, 84 vítimas mortais.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, sigla inglesa), assinala na mesma informação que milhares de pessoas nas províncias centrais de Zambézia e Tete continuam a necessitar de assistência, no seguimento das inundações que começaram no início de março.

Segundo a OCHA, são esperadas chuvas fortes nas províncias de Sofala e Manica entre 19 e 21 de março.

O rasto de destruição

De acordo com as autoridades, pelo menos 267 salas de aula e 24 unidades de saúde foram afetadas pelo ciclone Idai nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Inhambane.

A região central de Moçambique foi afetada, a partir de quinta-feira, pelo ciclone Idai que, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, provocou pelo menos 84 mortos e dezenas de desaparecidos.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, acredita que o número de mortos no país pode ultrapassar os mil.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué provocou pelo menos 222 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos na segunda-feira.

Mais de 1,5 milhões de pessoas foram afetadas pela tempestade naqueles três países africanos.

Lusa

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