Ciclone Idai

Zimbabué admite abrir comportas o que pode agravar situação em Moçambique

Zimbabué

Philimon Bulawayo

Passagem do ciclone fez mais de 400 mortos em Moçambique, Maláui e Zimbabué.

O Zimbabué admite a necessidade de abrir as comportas das barragens do país, devido às grandes quantidade de água.

Mas os especialistas alertam para o perigos que uma eventual descarga pode vir a ter, para zonas já saturadas, em que muitos terrenos continuam inundados e enlameados.

Mais de 200 mortos em Moçambique

Em Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil "estão em situação de risco", tendo decretado o estado de emergência nacional e três dias de luto nacional.

Mais de 100 mortos e centenas de desaparecidos no Zimbabué

Mais de cem pessoas perderam a vida e centenas estão desaparecidas no Zimbabué por causa do ciclone tropical Idai, segundo dados da Escritório dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) naquele país.

"Foram reportados mais de 100 mortos, mais de 200 feridos e cerca de 200 desaparecidos", detalhou a OCHA numa nota divulgada hoje e na qual refere também que a eletricidade e comunicações permanecem interrompidas nas zonas afetadas pelo ciclone.

O exército do Zimbabué estima, no entanto, que o número de mortos pode ser o dobro do número avançado pela ONU.

O número de desaparecidos ascenderá a mais de 500, segundo as estimativas do general Joee Muzvidziwa, que lidera a missão de resgate do Exército, em declarações reproduzidas hoje pelos media locais.

Zimbabué

Zimbabué

AARON UFUMELI / EPA

Pelo menos 56 mortos no Maláui

No Maláui, o ciclone Idai provocou pelo menos 56 mortos e e 577 feridos.

As estimativas do Governo apontam para que tenham sido afetadas mais de 920 mil pessoas nos 14 distritos afetados, incluindo 460 mil crianças.