Ciclone Idai

Cerca de 500 moçambicanos fugiram para os países vizinhos 

TIAGO PETINGA/ LUSA

Moçambique cumpre hoje o terceiro e último dia de luto nacional.

Cerca de 500 moçambicanos fugiram para os países vizinhos devido à devastação provocada pelo ciclone Idai, estando a decorrer uma avaliação sobre a situação em que se encontram, referiu hoje fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.


"Há escassez de dados exatos, as pessoas refugiaram-se e levam muito tempo para se apresentarem às autoridades, mas estima-se que o número será por aí, em torno das 500 pessoas", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Geraldo Saranga, falando em conferência de imprensa em Moçambique.


O Zimbabué, Maláui e Zâmbia são os países que acolheram moçambicanos que fugiram do ciclone Ida, acrescentou o porta-voz.


"É de esperar que tenhamos pessoas no Zimbabué, Maláui e Zâmbia, pela proximidade geográfica com as províncias do país afetadas pelo ciclone", acrescentou Geraldo Saranga.


O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique assinalou que as missões diplomáticas e consulares moçambicanas nos três países foram instruídos no sentido de avaliarem a situação em que se encontram os moçambicanos que fugiram do Idai, visando articular com os respetivos governos a prestação de assistência humanitária.


Geraldo Saranga adiantou que o número de moçambicanos que fugiram para os países vizinhos poderá variar, à medida que for feito um levantamento mais exaustivo.


O balanço provisório da passagem do ciclone Idai é de 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui.


O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.


A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março, e a ONU alertou que 400.000 pessoas desalojadas necessitam de ajuda urgente, avaliada em mais de 40 milhões de dólares (mais de 35 milhões de euros).


Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.


As organizações envolvidas nas operações de socorro e assistência humanitária têm alertado para o perigo do surto de doenças contagiosas.

Lusa

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