Ciclone Idai

Tragédia em Moçambique: entre a fome e a devastação

Ciclone Idai já afetou mais de 500 mil pessoas.

OS NÚMEROS DA TRAGÉDIA

Em Moçambique, o número de mortos provocados pelo ciclone Idai subiu para 446. O ministro moçambicano do Ambiente afirma que a tragédia já afetou 531 mil pessoas.

Os centros de acolhimento continuam a receber gente. Nesta fase, há 109 mil pessoas em abrigos improvisados, 6.500 encontram-se em situação de extrema vulnerabilidade.

Mais de 90 mil alunos continuam sem ir à escola.

MAIS AJUDA PORTUGUESA

Ainda este domingo, parte da base aérea de Figo Maduro mais um avião com ajuda portuguesa. Para a Beira seguem 35 toneladas de ajuda humanitária, uma equipa de 20 médicos e enfermeiros e um hospital de campanha.

A ministra da Saúde e o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa garantem que Portugal vai enviar mais ajuda para Moçambique.

"Já nem massa comemos, só comemos bananas todos os dias"

Os enviados da SIC, Ana Peneda Moreira e Rafael Homem, testemunharam que muitos moçambicanos continuam à espera de ajuda e de comida.

Exemplo disso é o relato de um grupo de crianças que vive num pequeno acampamento e que sobrevive em condições muito precárias:

OPERAÇÕES DE RESGATE PRECÁRIAS

Muitos moçambicanos queixam-se da falta de ajuda e de apoio do Governo.

Na aldeia de Búzi, nos arredores da cidade da Beira, parte das operações de resgate está a ser feita por voluntários, em velhos barcos de pesca, como conta a reportagem abaixo, da Sky News:

NÍVEL DE CRISE DE EMERGÊNCIA NO MÁXIMO

A ONU elevou o nível de crise de emergência no país para o máximo, de forma a acelerar a operação de assistência às populações.

Moçambique está agora ao mesmo nível que países como a Síria, o Iémen e o Sudão Sul.

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