Ciclone Idai

Avião espanhol parte de Lisboa com material de apoio para forças portuguesas em Moçambique

Marcelo del Pozo

Aeronave parte do aeródromo militar de Figo Maduro.

Um avião da Força Aérea espanhola vai partir na quarta-feira de Lisboa com destino a Moçambique, com material de apoio às Forças Armadas portuguesas e ajuda humanitária, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

A aeronave, um A400M, vai partir na quarta-feira de manhã, pelas 09:15, do aeródromo militar de Figo Maduro, em Lisboa, com dez toneladas de material de apoio militar de emergência das Forças Armadas portuguesas e seis toneladas de material de ajuda humanitária no âmbito do apoio da Autoridade Nacional de Proteção Civil, GNR e Cruz Vermelha.

"Neste voo seguem, igualmente, vacinas para sarampo, tifoide e cólera, bem como 600 doses de cada uma das seis vacinas identificadas como prioritárias e disponibilizadas pelo Hospital das Forças Armadas e pelo Laboratório Militar do Exército", refere o EMGFA em comunicado.

O documento acrescenta que as vacinas serão administradas já a partir de sexta-feira pela equipa médica do Exército português, que integra a força de reação imediata, à comunidade portuguesa residente e, "na capacidade excedente, à população moçambicana".

"Este trabalho de vacinação está a ser realizado em apoio ao consulado português e às autoridades de saúde da Beira", salienta.A aeronave espanhola foi disponibilizada para apoio a Portugal, no seguimento de um pedido efetuado, durante o fim de semana, pelo EMGFA às Forças Armadas de Espanha.

O avião tem chegada prevista à cidade da Beira na quinta-feira, pelas 18:00 (16:00 em Lisboa).

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Malawi fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afetado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira, a mais atingida.

Lusa

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