Ciclone Idai

Navio indiano com 300 toneladas de ajuda humanitária a caminho de Moçambique

TIAGO PETINGA

O navio leva também um helicóptero que irá ajudar nas operações de socorro.

Um navio da marinha indiana, o INS Magar, com 300 toneladas de medicamentos e equipamento a bordo está a caminho de Moçambique para participar nas operações de ajuda humanitária às populações afetadas pelo ciclone Idai.

Segundo a imprensa indiana, o INS Magar, um vaso de guerra, partiu de Bombaim na quinta-feira com destino ao porto da Beira, zona de Moçambique mais afetada pelo ciclone.

A bordo seguem 300 toneladas de ajuda humanitária, incluindo medicamentos, vacinas, roupas, ferramentas e abrigos temporários.

De acordo com o porta-voz de Defesa, citado pelo jornal The Times of India, o navio leva também um helicóptero que irá ajudar nas operações de socorro.

"Tem como destino o porto da Beira onde se se tornará no quarto navio da marinha indiana, depois dos INS Sujata, Shardul e Sarathi e de um esquadrão de treino, a juntar-se aos esforços de assistência humanitária em Moçambique", disse o responsável.

O NS Magar foi construído pela Shipmakers e Engineers Ltd., em Calcutá, e entregue à marinha indiana em 1987.

Nos últimos 30 anos, participou de várias operações navais, exercícios anfíbios e operações de assistência humanitária e resposta a desastres.

Também o Governo japonês enviou para Moçambique uma equipa especialista em socorro em gestão de crises e em intervenção de socorro humanitário, composta por 28 membros, entre médicos, enfermeiras, farmacêuticos, anunciou a embaixada do Japão em Maputo.

Além dos peritos, Tóquio forneceu "bens de socorro de emergência humanitária", uma contribuição "dada à luz da perspetiva humanitária e das estreitas relações existentes entre o Japão e Moçambique".

Pelo menos 493 pessoas morreram em Moçambique após a passagem do ciclone Idai, há duas semanas, e das cheias que se seguiram.

O último balanço, apresentado pelas autoridades, aponta ainda para 1.523 feridos e 839.748 pessoas afetadas pelo desastre natural de 14 de março.

Lusa

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