Ciclone Idai

Número de mortos em Moçambique sobe para 493

Siphiwe Sibeko/ Reuters

O Presidente moçambicano anunciou a conclusão da fase de busca e salvamento.

O número de mortos provocados pelo ciclone Idai e as cheias que se seguiram subiu para 493, anunciaram hoje as autoridades moçambicanas.


O último balanço, apresentado no centro de operações de socorro da cidade da Beira, aponta ainda para 1.523 feridos e 839.748 pessoas afetadas pelo desastre natural, de 14 de março.

Conclusão da fase de busca e salvamento

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou a conclusão da fase de busca e salvamento no centro do país depois da passagem do ciclone Idai e das cheias que se seguiram, desde dia 14.

De acordo com Filipe Nyusi, não há indicações de que haja locais com pessoas a precisar de ser resgatadas, mas as equipas no terreno continuam vigilantes e prontas para intervir "sempre que a situação o exigir".

"Estas situações não se dão como concluídas de forma aritmética", acrescentou.

A fase que se segue vai incidir na assistência humanitária às famílias afetadas, com destaque para a prestação de cuidados de saúde, alimentação, abrigo e saneamento.

"É importante que as instituições nacionais e internacionais orientem esforços para otimizar os recursos disponíveis de forma transparente para que cheguem aos que realmente necessitam", declarou Filipe Nyusi, acrescentando que o Governo moçambicano vai trabalhar com uma agência internacional para a gestão destes recursos.

TIAGO PETINGA

Pacote de medidas para minimizar impacto do ciclone

O Presidente moçambicano anunciou também medidas para minimizar o impacto do ciclone Idai no centro do país, num pacote que inclui a redução de taxas em eletricidade e transportes e assistência médica gratuita.

As medidas serão aplicadas "nos distritos afetados até dezembro de 2019", disse o chefe de Estado numa declaração à nação a partir da cidade da Beira.

O Governo moçambicano decidiu suspender todas as taxas cobradas no sistema nacional de saúde e está a organizar uma campanha de vacinação contra a cólera.

Na distribuição de eletricidade, o executivo de Filipe Nyusi vai reduzir para metade o valor da fatura da indústria e comércio.

Os agricultores vão beneficiar de uma distribuição gratuita de mil toneladas de sementes, além de 100 mil utensílios agrícolas.

Nos transportes ferroviários, o Governo moçambicano também vai reduzir em 50% as tarifas para os passageiros nas linhas de Sena e Machipanda, que atravessam a região centro, afetada pelo ciclone, bem como no transporte de materiais de construção.

Para os alunos afetados, o executivo de Filipe Nyusi decidiu redistribuir livros e cadernos escolares.

"O Governo vai acelerar ainda o processo de reabilitação dos sistemas de água, energia, escolas e vias de acesso para permitir a rápida normalização da vida", concluiu.

As medidas vão constar de um plano de reconstrução da província, um documento que está ainda a ser elaborado.

Ajuda da comunidade portuguesa à população afetada pelo ciclone na Beira

A comunidade portuguesa é uma das mais ativas na ajuda que está a chegar à população da Beira. Muitos desconfiam da forma como os donativos estão a ser geridos pelo Governo moçambicano e decidiram ajudar por conta própria. A reportagem é dos enviados da SIC a Moçambique, Ana Peneda Moreira e Rafael Homem.

Búzi tenta regressar à normalidade

A população de Búzi, sede da província de Sofala, tenta reerguer as casas. Os militares portugueses em Moçambique têm distribuído ajuda às populações afetadas pelo ciclone.

Com Lusa

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