Coronavírus

Costa rejeita "pânico" e "medidas precipitadas"

Costa rejeita "pânico" e "medidas precipitadas"

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Nuno Fróis

Nuno Fróis

Repórter de Imagem

Primeiro-ministro e o teste a Marcelo: "Presidente há só um".

Especial Coronavírus

Ao fim de uma semana de casos confirmados em Portugal e a poucas horas de se juntar, por videoconferência, aos líderes europeus para discutir o surto de Covid-19, António Costa chamou a S. Bento 8 ministros para avaliar a resposta nacional à situação atual.

No final, o próprio António Costa, acompanhado pela ministra da Saúde, admitiu aos jornalistas que o número de casos até agora confirmado em Portugal - inferior ao registado noutros países - pode significar que ou por cá terá menor expressão ou esta ainda não se fez sentir e mais casos serão detetados nos próximos dias.

Para isso, "temos que estar preparados", adiantou e com todas as medidas que forem necessárias.

"Necessárias, mas não precipitadas".

António Costa diz que o Governo "não hesitará" mas volta a insistir nos comportamentos individuais e em recusar o alarmismo "nada pior que o pânico para enfrentar uma situação deste género".

"Presidente da República há só um"

Depois do Presidente da República ter suspendido a agenda e atividades públicas, o primeiro-ministro decidiu manter o que tinha previsto para estes dias, incluindo uma deslocação a Berlim, na quarta-feira, para se encontrar com Angela Merkel.

O gabinete de António Costa referiu que este tem adotado um tipo de contacto social prudente. Mas questionado sobre a pertinência de Marcelo Rebelo de Sousa ter feito o teste de despiste ao Covid-19, não apresentado sintomas, o primeiro-ministro apoia a decisão: "Presidente da República há só um".

Além disso, o facto de Marcelo ter tido contactos com muitas pessoas nos últimos dias, "tratava-se não só da saúde do próprio, do funcionamento institucional do país, mas também da saúde de todos aqueles com quem mantém, como é seu hábito, um contacto próximo e bastante afetivo", acrescentou António Costa.