Coronavírus

Federação Portuguesa de Futebol abre linha de crédito para apoiar clubes

Linha de crédito destinada ao apoio dos clubes não profissionais de futebol e futsal atingidos pelo impacto do Covid-19.

Especial Coronavírus

A Federação Portuguesa de Futebol abriu hoje uma linha de crédito de apoio aos clubes não profissionais de futebol e de futsal no valor de um milhão de euros, por causa do impacto do surto do Covid-19.

"A FPF deliberou hoje abrir imediatamente uma linha de crédito de apoio à tesouraria dos clubes de futebol não profissional e futsal no valor de um milhão de euros", pode ler-se no comunicado publicado no 'site' do organismo.

O valor em causa será, segundo a FPF, colocado ao dispor dos clubes, os quais se poderão candidatar após a publicação do regulamento ser concluída no decurso desta semana, para minimizar os efeitos da pandemia na sua tesouraria.

O presidente Fernando Gomes explicou, em declarações ao site da FPF, o alcance da medida:

"Estamos cientes das dificuldades financeiras e económicas que o Covid-19 já está a colocar aos clubes não profissionais e àqueles que apostam no futsal. Queremos com esta medida ser, ao mesmo tempo, céleres, eficazes e serenos na forma como apoiamos clubes que estão numa situação de grande fragilidade. (...) Sabemos o papel fulcral que eles desempenham no desenvolvimento do futebol e na formação de milhares e milhares de jovens e consideramos que esta decisão demonstra sentido de responsabilidade social e estatutária da FPF".

Ao mesmo tempo, o líder federativo deixou um apelo e uma mensagem de confiança, dizendo que se tem de continuar a seguir as indicações da DGS e a fazer, como comunidade, tudo o que estiver ao alcance para amenizar os efeitos da pandemia.

"Iremos continuar a monitorizar a situação dia a dia e a agir sempre que considerarmos útil a nossa intervenção quer na área desportiva, quer na área da responsabilidade social", concluiu.

Os números do coronavírus

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.500 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, 331 pessoas foram infetadas até hoje, com o registo de uma morte, anunciada hoje pela ministra da Saúde, Marta Temido, no caso um homem de 80 anos, com "várias patologias associadas" que estava internado há vários dias no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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