Coronavírus

Governo contactou os estudantes portugueses em Erasmus

© Susana Vera / Reuters

Apenas uma parte optou pelo regresso a Portugal na sequência do surto da Covid-19.

Os 3.543 estudantes portugueses no programa Erasmus foram todos contactados, tendo apenas uma parte optado pelo regresso a Portugal na sequência do surto da Covid-19, disse hoje à Lusa, no Porto, o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor.

O titular da pasta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior falava após uma reunião com o reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, para se inteirar da aplicação dos planos de contingência internos que visam prevenir a transmissão do novo coronavírus.

Segundo Manuel Heitor, "estão a ser contactados individualmente e pessoalmente todos os estudantes portugueses no estrangeiro".

"Tínhamos, na sexta-feira, 3.543 estudantes portugueses no estrangeiro, sensivelmente o dobro dos estrangeiros em Portugal, e estão todos a ser contactados telefonicamente", frisou o governante.

Sobre as informações recolhidas nesses contactos, o ministro informou que "uns regressaram e outros optaram por ficar, seguindo as indicações das autoridades", enfatizando que "estão todos em contacto direto, através da Secretaria de Estados das Comunidades, serviços dos Negócios Estrangeiros, instituições e Direção-Geral do Ensino Superior".

Manuel Heitor disse que foi criada uma 'task force', coordenada pelo diretor-geral do Ensino Superior para trabalhar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros "de forma a que todos sejam contactados individualmente".

"Todos os casos estão a ser resolvidos e, obviamente, há orientações globais para reduzir a mobilidade e, por isso, muitos estão a ficar nos locais onde estavam a trabalhar, usando os serviços locais", disse o ministro do Ensino Superior, sem indicar números e destacando "a proximidade e a tranquilidade". "Os contactos foram feitos por email e telefone", acrescentou.

Os números do coronavírus

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.500 morreram.Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais de 55 mil infetados e pelo menos 2.335 mortos.

A Itália com 1.809 mortos (em 24.747 casos), a Espanha com 297 mortos (8.794 casos) e a França com 127 mortos (5.423 casos) são os países mais afetados na Europa.

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.Portugal registou hoje a primeira morte, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido.

Trata-se de um homem de 80 anos, com "várias patologias associadas" que estava internado há vários dias no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse a ministra, que transmitiu as condolências à família e amigos.

Há 331 pessoas infetadas até hoje, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).Dos casos confirmados, 192 estão a recuperar em casa e 139 estão internados, 18 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim da DGS assinala 2.908 casos suspeitos até hoje, dos quais 374 aguardavam resultado laboratorial.

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