Coronavírus

Costa diz que não deverá ser preciso mobilizar Forças Armadas para ações de vigilância

MARIO CRUZ / POOL

Para o primeiro-ministro "cada um de nós tem que ser polícia de si mesmo".

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O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que não deverá ser necessário mobilizar as Forças Armadas para reforçar as ações de vigilância devido à pandemia da Covid-19, mas garantiu que, caso seja preciso, estas "estão prontas".

A meio do Conselho de Ministros que está a decidir as medidas do diploma do Governo para execução do decreto do Presidente da República que prorroga o estado de emergência em Portugal devido à Covid-19, António Costa falou aos jornalistas, no Palácio de Ajuda, em Lisboa, onde têm decorrido todas as reuniões do executivo para cumprir as distâncias de segurança entre os governantes.

Questionado sobre a necessidade de mobilizar as Forças Armadas para apoiar nas ações de vigilância, o primeiro-ministro considerou que não será necessário.

"Creio que não vai ser necessário. Agora há uma coisa que é certa: se for necessário, as nossas Forças Armadas estão prontas para fazer o que for necessário", assegurou.

Para António Costa, "as pessoas têm estado a cumprir genericamente" e as "forças de segurança têm estado perfeitamente à altura e sem necessidade de reforço para assegurar o cumprimento da lei".

O chefe do executivo socorreu-se dos números dos últimos 15 dias, nos quais as forças de segurança "levantaram autos por crime de desobediência em 22 situações por violação de obrigação de confinamento e 11 por violação de obrigação de encerramento de estabelecimentos".

"Cada um de nós tem que ser polícia de si mesmo e não estar à espera que venha a polícia ou as Forças Armadas impor-nos as nossas obrigações que felizmente temos todos cumprido o melhor possível. Acho, aliás, que devemos ter, como povo, orgulho da forma exemplar como temos cumprido", enalteceu.

António Costa fez questão ainda de sublinhar que "as Forças Armadas têm tido um empenhamento muito importante e das formas mais diversas".

"Têm apoiado na distribuição de alimentos às pessoas sem-abrigo, no transporte de pessoas no realojamento de lares, na instalação de hospitais de campanha, têm apoiado na mobilização de recursos para transporte de pessoas, têm mobilizado meios aéreos para transportar e para fazer apoio na transferência de materiais. Têm dado um apoio muito importante", enumerou.