Coronavírus

Burkina Faso liberta mais de 1.200 presos para tentar travar pandemia

Luc Gnago

"Os indultados foram escolhidos em função da idade avançada, o estado de saúde e no cumprimento de pelo menos metade da sentença".

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O Presidente da República do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, indultou na quinta-feira 1.207 presos no âmbito das medidas para travar a propagação da pandemia do novo coronavírus, anunciou o ministro da Comunicação.

Em conferência de imprensa, Remis Fulgance Dandjinou disse que os presos agora libertados serão objeto de acompanhamento para a respetiva reinserção social.

"Os indultados foram escolhidos em função da idade avançada, o estado de saúde e no cumprimento de pelo menos metade da sentença", disse, colocando em evidência que nenhuma destas pessoas tinha sido condenada por ato de banditismo, excisão ou terrorismo.

Este país do oeste do continente africano, que contava com 7.621 presos em diferentes estabelecimentos, tinha já decretado a proibição de visitas aos detidos.

Desde a deteção do primeiro caso de infeção, em 09 de março, o Burkina Faso regista 288 casos de pessoas a quem foi detetado o coronavírus, das quais 16 morreram.

Cerca de 50 pessoas já recuperaram da doença.

As autoridades impuseram o recolher obrigatório no país.Cerca de uma dúzia de cidades, com pelo menos um registo positivo, foram colocadas de quarentena.

O estado de emergência sanitário foi declarado e foram proibidos ajuntamentos com mais de 50 pessoas, e as fronteiras foram fechadas, tal como os mercados, as escolas e os locais de culto.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 190.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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